Após deixar prisão, proprietário nega irregularidades em convênio

Pastor Wladimir Furtado afirma que ''pressão psicológica'' da Polícia Federal fez outros presos acusarem-no

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2011 | 00h00

O pastor Wladimir Furtado, dono da Conectur, negou ontem ter repassado dinheiro para a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) oriundo do Ministério do Turismo.

"Nunca entreguei dinheiro para a deputada", afirmou, em entrevista, horas depois de deixar a prisão. O dono da Conectur ainda atribuiu à "pressão psicológica" da Polícia Federal os depoimentos de outros presos em que foi acusado de desviar recursos do convênio com o governo federal para a parlamentar. "Acho que foi uma questão emocional", disse.

O pastor afirmou ainda que hoje está politicamente distante de Fátima Pelaes. E tentou mostrar independência: "Não tenho confiança na conduta dela".

Wladimir Furtado negou que a Conectur seja uma empresa fantasma. Alegou que está realizando uma reforma no imóvel onde mora e funciona a sua igreja para dar mais espaço à empresa da qual é proprietário.

O pastor garante que o convênio de R$ 2,5 milhões com o Ministério do Turismo foi executado, apesar de o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) apontarem para a não realização dos objetivos do contrato - "Realização de Estudos e Pesquisas sobre Logística no turismo no Estado do Amapá, levando em conta a situação das redes estabelecidas ao redor dos serviços turísticos".

Ele também afirma que prestou os serviços contratados pelo Ibrasi com dinheiro do Turismo. Disse que acredita haver um "esquema" nos contratos do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), mas reforçou que jamais fez parte disso. Ele negou ainda que tenha dado cheques em branco para o tesoureiro da Conectur assinar.

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