Após desocupação da PM, professores continuam em frente à Câmara do Rio

Cerca de 50 pessoas estão reunidas ao redor da sede do Legislativo municipal; sindicato promete acionar a Justiça contra ação policial

Adriano Barcelos - O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2013 | 12h59

RIO - No dia seguinte à desocupação da Câmara de Vereadores do Rio, efetuada pela Polícia Militar com uso da força no fim da noite de sábado, 28, professores e funcionários de escola seguem reunidos ao redor do Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo da capital fluminense, neste domingo, 29.

Os profissionais de ensino da rede municipal estavam instalados dentro da Câmara desde a quinta-feira, 26, para tentar forçar o governo de Eduardo Paes (PMDB) a retirar o projeto que altera o Plano de Cargos e Salários da categoria. Às 10h30 deste domingo, cerca de 50 professores e funcionários ligados ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe) estavam junto a uma porta lateral do palácio, na Cinelândia, zona central do Rio.

O grupo, que se dizia abalado com o procedimento adotado pelos policiais militares durante a retirada, promete recorrer à Justiça. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. De acordo com a Sepe, quatro professores foram detidos e pelo menos 20 ficaram feridos. Havia cerca de 150 pessoas dentro da sede.

Segundo Gesa Correa, uma das coordenadoras-gerais do Sepe, há uma programação cultural programada para este domingo. Apesar do clima chuvoso, os manifestantes pretendem fazer um piquenique ao lado do palácio, além de outras atividades, como exibição de filmes e exposição de fotos dos protestos.

Nesta manhã, a Câmara de Vereadores agradeceu o apoio da Polícia Militar e, por meio de nota, informou que as atividades legislativas serão retomadas normalmente a partir desta segunda-feira. A nota diz ainda que "durante os três dias de ocupação, todas as tentativas de diálogo com os manifestantes, promovidas pelos vereadores e agentes da PM, foram esgotadas".

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