Após discussão com moradora, prefeito de Manaus pede desculpas ao Pará

Amazonino disse que estava 'nervoso' quando foi questionado por moradora de área de risco

Liege Albuquerque, O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 17h21

MANAUS - O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), afirmou nesta sexta-feira, 25, que estava "nervoso" quando disse "então está explicado" quando a moradora de uma invasão revelou ser paraense, na segunda-feira, ao visitar o local onde três pessoas haviam morrido no dia anterior.

 

"Se por ventura isso resultou no entendimento negativo contra o estado do Pará, eu peço desculpas porque não foi essa a intenção, não tem nada a ver. Vocês paraenses são meus irmãos como são os amazonenses", defendeu, durante lançamento de campanha de combate à dengue.

 

Na segunda-feira, o prefeito disse ainda "então morra" quando Maria Laudenice de Paiva, de 37 anos, afirmou que não tinha nenhum lugar para morar e, por isso, estava numa área de risco.

 

Ao telefone, Laudenice disse hoje à reportagem do Estado que nem o prefeito nem nenhum membro da administração foi a sua casa para pedir desculpas ou oferecer alguma ajuda. "Ele está mais preocupado com a política, não se importa em ter ofendido uma zé ninguém."

 

Pela manhã, o vereador Joaquim Lucena (PSB) entrou com um pedido de impeachment contra o prefeito na Câmara Municipal de Manaus. Para o vereador, o prefeito ofendeu todos os brasileiros migrantes com a declaração.

 

De acordo com o vereador, foi anexado ao pedido a representação feita pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA) encaminhada na quarta-feira, 23, à Procuradoria Geral da República sugerindo a instauração de um inquérito civil público contra Mendes por eventual abuso de poder e autoridade, além de suposto ilícito praticado por agente público.

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