Após enchentes, Defesa Civil de MG alerta sobre doenças

Governo de MG informou que subiu para 49 o número de cidades em situação de emergência

Eduardo Kattah, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2008 | 19h13

Após um período de estiagem, municípios mineiros castigados pelas chuvas intensas na última semana se mobilizam agora para recuperar os danos causados e contabilizar os prejuízos. Em meio aos mutirões de limpeza, a maior preocupação das autoridades é com o risco de doenças associadas às enchentes, como leptospirose e hepatite. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil informou nesta segunda-feira, 22, que subiu para 49 o número de cidades em situação de emergência. Ao todo, 90 municípios já foram afetados pelas chuvas desde setembro.   Veja também:Tudo sobre as vítimas das chuvas      Em Brumadinho, cidade mais atingida da região metropolitana de Belo Horizonte, o nível do rio Paraopeba baixou e a população tenta retomar a rotina. Aproximadamente 600 pessoas, que ficaram desabrigadas ou desalojadas, ainda não haviam voltado para suas casas. A prefeitura carece de profissionais para as vistorias dos imóveis atingidos pelas inundações. Para a produção dos laudos, depende da ajuda de engenheiros voluntários.   "Nós temos de avaliar todas as casas. As famílias ficam desesperadas para voltar, mas não temos engenheiros disponíveis. A prefeitura de Brumadinho não conta com nenhum engenheiro no seu quadro de funcionários", disse a secretária municipal de Ação Social, Nara Alves.   Segundo ela, durante a cheia, cerca de 16 mil moradores de comunidades rurais ficaram isolados. Nesta segunda, 22, o acesso a pelo menos três mil pessoas continuava complicado, só podendo ser feito por veículos com tração nas quatro rodas. No fim de semana, a assistência a esses moradores só foi possível porque jipeiros fizeram ações voluntárias.   "Ainda tem comunidades em regiões de dificílimo acesso. Temos dificuldades de chegar aos locais por causa da lama e barro".   Limpeza   A equipe de vigilância sanitária do município foi mobilizada para visitar as casas atingidas e orientar os moradores e voluntários sobre os cuidados com a limpeza. A secretária disse que a principal necessidade do município no momento é por material de limpeza, água potável, botas plásticas e luvas. Uma carreta com 23 toneladas de roupas e calçados, que seria destinada para as vítimas em Santa Catarina, foi encaminhada para o município. "Estamos pedindo para as pessoas não mandarem mais roupas ou calçados porque estamos com dificuldades para armazenar", afirmou Nara. A administração municipal abriu uma conta corrente no Banco do Brasil para receber doações: 14.748-6 - PMB - Fundo de Doações Enchente 2008; agência 1669-1.   Inundação   A Cedec comunicou nesta segunda a ocorrência de danos na cidade de Antônio Dias, na região do Vale do Rio Doce, leste do Estado. Com as chuvas, o nível do rio Piracicaba subiu e córregos da região transbordaram, inundando residências e provocando a queda de barreiras em áreas rurais. Algumas estradas vicinais ficaram interditas parcialmente. Não houve registro de vítimas.   Desde o início do período chuvoso, a Defesa Civil estadual contabiliza 13 mortes e um total de 157.730 pessoas afetadas.   Nebulosidade   O instituto MG Tempo/Cemig/PUC Minas informou que a frente fria que atua entre os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro causará nebulosidade nesta terça-feira, 23, em Minas Gerais. Conforme o instituto, o tempo ficará nublado nas regiões do Triângulo Mineiro, noroeste, oeste, sul e área metropolitana da capital, com possibilidade de chuviscos durante todo o dia. Nas regiões da Zona da Mata, leste e norte do Estado, a previsão é de tempo parcialmente nublado, sem ocorrência de chuvas.

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