Após grande movimento, trânsito melhora na Imigrantes

O trânsito foi intenso durante toda a madrugada no sistema Anchieta - Imigrantes, que liga a São Paulo à Baixada Santista. Um acidente às 3 horas deste sábado, 30, deixou duas vítimas fatais na altura do quilômetro 32 da Imigrantes, em São Bernardo do Campo.O acidente foi causado por um ônibus que seguia para São Paulo, pela pista norte da Imigrantes. O motorista do ônibus perdeu o controle, atravessou a pista, e se chocou contra quatro carros que seguiam pela pista sul, sentido litoral.Na tarde de sexta-feira, 29, por volta das 16 horas, um acidente envolvendo uma carreta com nitrato de amônia e dois veículos de passeio no quilômetro 270 da rodovia Cônego Domenico Rangoni (Piaçaguera) deixou três vítimas fatais em Cubatão. As pessoas morreram carbonizadas. Uma terceira vítima ficou ferida, mas passa bem.De acordo com a Ecovias, concessionária que administra o sistema, 512 mil veículos desceram a serra até o meio-dia deste sábado. A contagem começou a zero hora de terça-feira e o número já superou a previsão mínima: de que entre 460 e 710 mil veículos passassem pelos pedágios no sentido litoral nesse feriado de fim de ano. Segundo a assessoria de imprensa de Ecovias, o trânsito deveria ser intenso durante todo o sábado e a previsão era de que diminuísse nesse domingo.Durante a manhã, houve maior morosidade entre os quilômetros 12 e 40 da rodovia dos Imigrantes e do quilômetro 22 ao 40 da via Anchieta. O sistema funciona no esquema 7x3, com a descida pelas pistas sul e norte da Anchieta e pelas três faixas da pista sul da Imigrantes. Já os motoristas que seguiram do litoral em direção à capital, utilizaram as três faixas da pista norte da Imigrantes.Porém, às 13 horas a situação melhorou no Sistema Anchieta-Imigrantes em direção à Baixada Santista. Os motoristas que escolhem viajar neste momento pela Imigrantes encontravam lentidão a partir do quilômetro 38 até o quilômetro 54 devido ao excesso de veículos.Já na Via Anchieta não havia mais registro de congestionamento, ou seja, a estrada era a melhor opções para quem se dirigia ao litoral. A visibilidade naquele momento era total e não foram registrados acidentes graves. Desde o dia 26, início da Operação Ano Novo, mais de 500 veículos já passaram pelos pedágios em direção à Baixada SantistaPadre Manuel da NóbregaO trânsito também foi intenso durante toda a manhã na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que liga o litoral Sul à rodovia Anchieta. Um policial rodoviário que trabalha no quilômetro 291 da rodovia, em Praia Grande, chegou a dizer que falta pouco para os turistas fazerem piquenique na estrada. "Está praticamente tudo parado até pelo menos Mongaguá", disse o policial.A polícia rodoviária do posto de Bertioga informou que houve tráfego carregado nas rodovias Mogi-Bertioga e no começo da Rio-Santos, mas o trânsito fluiu durante a manhã e não houve pontos de congestionamento nem registro de acidentes até o fechamento dessa edição.BalsasA espera nas travessias marítimas do litoral paulista aumentou a partir das 11 horas deste sábado, quando a fila da balsa de São Sebastião para Ilhabela estava demorando 50 minutos. Cinco embarcações operaram na travessia, uma a menos que em Santos-Guarujá, onde não houve filas para embarque dos veículos durante a manhã.Nas travessias de Cananéia-Ilha Comprida e Guarujá-Bertioga, que funcionaram com uma balsa cada, o tempo de espera chegou a meia hora, de acordo com a Dersa Desenvolvimento Rodoviário, que estimava um movimento ainda maior ao longo do dia.Régis BittencourtA Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) apresentava cinco quilômetros de congestionamento no sentido São Paulo - Curitiba, às 12 horas deste sábado, a partir do km 331, em Juquitiba, na Grande São Paulo. A fila de veículos começava no km 336, onde a rodovia de pista dupla sofre um estreitamento, passando a ter pista simples. O trecho não duplicado corresponde à Serra do Cafezal e vai até o km 368, em Miracatu, já no Vale do Ribeira. Na noite de sexta-feira, o congestionamento havia atingido 40 quilômetros nesse trecho.Às 9 horas da manhã, a fila era de 6,5 km. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prevê a repetição do transtorno na volta dos paulistanos que viajaram para o litoral sul paulista e o Paraná, a partir das 16 horas de segunda-feira, e pede aos motoristas que evitem a rodovia. A subida da serra pode se tornar mais dramática se estiver chovendo.Quem está na região de Itanhaém e Peruíbe deve retornar pelo Sistema Anchieta-Imigrantes que, apesar do risco de congestionamento, apresenta condições mais seguras de tráfego, segundo a PRF. Os congestionamentos na Régis vêm se repetindo desde que a rodovia foi duplicada, sem ter sido resolvido o "gargalo" da Serra do Cafezal.No trecho de 32 quilômetros a rodovia corta áreas de mata atlântica e a duplicação esbarrou na questão ambiental. Foram feitos vários estudos e a obra foi autorizada há 4 anos, mas o governo federal optou por repassar o serviço à iniciativa privada. O processo de concessão da rodovia tramita desde 2003.Este ano, com um número maior de veículos na estrada por causa do apagão aéreo, os congestionamentos se intensificaram. "Está pior a cada ano e ninguém termina a duplicação", reclamou o motorista de ônibus Luiz Antonio Rodrigues Ribeiro, que faz a linha São Paulo - Curitiba. O tabelião Luiz Hernandez Piva reclamou de buracos na pista, no trecho próximo de Juquiá. Até o começo da tarde a PRF não tinha registrado acidentes graves na estrada.Castelo Branco e Raposo TavaresO paulistano que viajou para o interior de São Paulo pelas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares só enfrentou trânsito intenso nas primeiras horas da manhã. Por volta das 11 horas, o tráfego era tranqüilo nas duas estradas.Funcionários da concessionária Viaoeste, que administra as rodovias, afirmaram que muitos motoristas viajaram na tarde de sexta-feira, 29. No retorno, o horário de pico deverá ocorrer entre 16 e 22 horas de segunda-feira. Na Castelo, o tráfego de caminhões estará proibido, no sentido interior - capital, entre as 14 e as 23 horas.Tamoios e Oswaldo CruzCerca de 160 mil veículos desceram para as cidades do Litoral Norte para a virada do ano em Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Os principais acessos, pelas rodovias Oswaldo Cruz (SP 125) e Tamoios (SP 99), tiveram tráfego bastante intenso na manhã deste sábado.Desde às 6 horas da manhã o trânsito estava carregado na Tamoios e Oswaldo Cruz. Houve acidentes leves e a maioria colisões traseiras por causa do abuso da velocidade. O trânsito de ciclistas foi proibido já que muitos carros andavam pelo acostamento e as bicicletas tiveram que ser retiradas da pista.Somente nesta manhã passaram pela rodovia dos Tamoios cerca de 20 mil veículos e pela Oswaldo Cruz, 5 mil carros. "Os turistas começaram a descer desde quarta-feira e quem deixou para sair de viagem no sábado acabou enfrentando menos lentidão que na sexta-feira", explicou o comandante da Polícia Rodoviária Estadual, Newton Michellazzo.Para evitar lentidão foram realizadas operações Pare e Siga nos quilômetros 18 e 28 da Tamoios. No trecho de serra desta estrada duas pistas foram liberadas para descida e apenas uma para subida. O mesmo vai ocorrer na volta do feriado, no dia 2 de janeiro. Para este domingo a polícia espera menos movimento nas rodovias de acesso ao Litoral Norte. "Quem teve que descer, já desceu. Acreditamos que o fluxo de carros caia bastante neste domingo."Na rodovia Presidente Dutra, trecho do Vale do Paraíba, o trânsito foi considerado pouco acima do normal e não houve acidentes graves entre os municípios de Jacareí e Queluz. Via DutraNa Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, o trânsito fluía normalmente às 13 horas em ambos os sentidos. A previsão da NovaDutra, concessionária que administra a rodovia, era que cinco mil veículos trafegassem por hora na estrada.BandeirantesNo sistema Anhangüera-Bandeirantes, que liga São Paulo ao interior, o tráfego fluía bem em todos os trechos, com tempo e visibilidade bons. Segundo a Autoban, concessionária que administra a rodovia, até as 10 horas, 160 mil carros utilizaram o sistema e, até as 13 horas, 12 acidentes foram registrados, com sete feridos e uma morte.Com informações de Rejane Lima, Anne Warth, José Maria Tomazela e Simone Menocchi

Agencia Estado,

30 de dezembro de 2006 | 13h13

Tudo o que sabemos sobre:
reveillon

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.