Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Após incêndio, contêineres da UPP do Mandela são substituídos

O policiamento foi reforçado na entrada da favela que corta o Complexo de Manguinhos; maioria dos comerciantes preferiu não abrir

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

21 de março de 2014 | 17h09

RIO - Os cinco contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) queimados na noite dessa quinta-feira, 20, na favela do Mandela, no Complexo de Manguinhos, zona norte do Rio, começaram a ser substituídos nesta sexta-feira, 21. Pelo menos três foram trocados no início desta tarde. Duas viaturas da Polícia Militar também foram incendiadas.

O policiamento foi reforçado na entrada da favela que corta o Complexo de Manguinhos. Apesar da sensação de insegurança, o clima na favela do Mandela era tranquilo. Algumas lojas, mercearias, salões de beleza e lanchonetes funcionaram normalmente, mas a maioria dos comerciantes preferiram não abrir o comércio.

Nesta sexta, 5.903 alunos das redes municipal e estadual ficaram sem aulas em seis escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI). Moradores disseram que não puderam trabalhar porque os ônibus não passavam na Avenida Leopoldo Bulhões, mas o metrô e os trens funcionaram normalmente.

Durante a noite, a favela ficou sem luz. Técnicos da concessionária de energia Light trabalharam durante toda a madrugada para restabelecer a energia no local. Pela manhã, as ruas na entrada da favela já tinham luz, mas nas vias próximas a base da UPP do Mandela, técnicos da concessionária de energia Light ainda trabalhavam para restabelecer a luz na favela. Até as 13 horas, o trabalho ainda não havia sido concluído porque seria necessário substituir os postes e os fios que foram incendiados na confusão.

Pela manhã, garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) retiraram os destroços dos contêineres queimados, limparam as ruas da favela e ajudaram a limpar a fachada de uma casa que ficou repleta de fuligem de uma das viaturas incendiadas.

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