Após invasão de hackers ao site, Assembleia do Rio vai à polícia

No sábado e no domingo, a página da Alerj na internet exibia apenas uma animação com piratas dançando

O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2013 | 16h48

RIO - A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que teve o site invadido no fim de semana, divulgou nota na tarde desta segunda-feira, 16, para informar que o procurador-geral da Casa, Harriman Araújo, encontrou-se pela manhã com o delegado Gilson Perdigão, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, para registrar a ação de hackers. De acordo com a nota, o procurador-geral “acertou com o delegado que enviará documentos sobre o caso ao longo da semana”. “A partir daí, a Alerj aguardará o transcorrer das investigações para tomar as devidas providências.” 

No sábado e no domingo, o site da Alerj exibia apenas uma animação com piratas dançando e uma música com a mensagem em inglês “Do what you want cause a pirate is free / You are a pirate!" Na semana passada, foi aprovado em regime de urgência na Assembleia o projeto de lei que proíbe o uso de máscaras em manifestações políticas no Estado, de autoria do presidente da casa, Paulo Melo (PMDB), e do líder do partido, Domingos Brazão. Considerado inconstitucional pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o projeto foi sancionado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), principal alvo das manifestações realizadas no Rio. 

Na noite de sábado, 14, o site da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi atacado por hackers e informações pessoais de 50 mil policiais foram divulgadas na noite de sábado, 14. A assessoria da PM informou que, por segurança, o site está fora do ar neste domingo, 15, e que já foi aberta uma investigação para descobrir os responsáveis. Foram divulgadas informações como telefones e endereços dos policiais militares. mulher iniciaram o assalto por volta das 23h30. Foram rendidos funcionários e clientes do estabelecimento, na Rua Clodomiro Amazonas. 

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