Após lei seca, número de mortes no trânsito no País tem queda de 22,5%

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comemorou ontem, no Rio, os resultados da lei seca, que no sábado completa um ano em vigor, ampliando as sanções para os motoristas flagrados dirigindo alcoolizados. Temporão ressaltou a mudança verificada na postura dos cidadãos. Ele acredita, no entanto, que ainda existem muitos desafios, como a ampliação da fiscalização por parte das autoridades policiais para todos os municípios brasileiros.Segundo dados divulgados ontem pelo ministério, houve queda de 22,5% no número de mortes em consequência de acidentes de trânsito. Os atendimentos às vítimas desses desastres, em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), caíram 23%, quando comparado o segundo semestre de 2007 com igual período de 2008."Temos de comemorar porque são números estimulantes, embora ainda tenhamos pela frente um grande desafio, que é ter em todo o Brasil, em cidades de médio e pequeno portes, a radicalização dessa fiscalização", disse Temporão."Ficamos indignados com os números de óbitos por dengue, mas, quando comparamos com os de trânsito, percebemos que existe uma guerra a cada dia. São mais de 17 mil mortes por ano que têm como causa a relação entre álcool e direção", destacou ele.Nos primeiros meses após a entrada em vigor da lei, assinalou o ministro, a redução no número de acidentes foi mais "drástica, tendo arrefecido um pouco depois". Ele defendeu, no entanto, que o País precisa persistir para que toda a população desenvolva a consciência de sua responsabilidade em não misturar álcool e direção."O País está no caminho certo. Precisamos persistir para transformar a lei numa questão incorporada no cotidiano de todos os homens e mulheres. Hoje, a presença da polícia multando, detendo e apreendendo a carteira de motorista é fundamental para termos lá na frente o cidadão incorporando isso como uma responsabilidade dele", acrescentou.

, O Estadao de S.Paulo

18 de junho de 2009 | 00h00

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