Após longos atrasos, vôos começam a se normalizar no País

Depois de muitos atrasos, cancelamentos de vôos e confusão nos aeroportos desde a sexta-feira, devido à greve dos controladores de vôo, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) registrou no final da tarde deste domingo atrasos em 20,4% dos vôos previstos. Pela manhã os atrasos chegaram a 26,5%, passando para 22% no início da tarde. De acordo com boletim divulgado às 18h30, dos 1.127 vôos realizados em todo o País até o momento, 18 foram cancelados, representando 1,6% do total, e 230 sofreram atrasos de mais de uma hora. O aeroporto de Belém, no Pará, teve a maior porcentagem de atrasos no país. Dos 26 vôos programados, 11 deles sofreram alteração de horários. Não houve cancelamentos no aeroporto. O aeroporto de Salvador teve o segundo maior índice de atrasos: 25 vôos, ou seja, 38,5% de atrasos, num total de 65 vôos programados. Quatro deles foram cancelados, segundo boletim divulgado às 19 horas. No final da tarde, Erivaldo Cruz, da assessoria de Infraero, informou que a situação estava normalizada. "Os problemas acabaram e tudo está na maior tranqüilidade. Agora, já não há mais caos no Aeroporto de Salvador". Brasília também teve um alto número de atrasos, cerca de 31,9% de vôos. Um vôo foi cancelado e 22 tiveram atrasos, de um total de 69 vôos. O aeroporto de Cuiabá foi o único a não apresentar nenhum atraso nem cancelamentos, dos 13 previstos. No aeroporto de Curitiba, a Infraero registrou 22,5% de atrasos nos 40 vôos previstos e sem cancelamentos. Também não foram registrados cancelamentos em Florianópolis, que teve cinco, dos 26 vôos programados, com atrasos. Em Recife, um vôo foi cancelado e 14 tiveram atrasos, num total de 50 previstos. Manaus No aeroporto internacional Eduardo Gomes, em Manaus, seis chegadas e seis partidas registraram atrasos de pelo menos uma hora. A maior parte dos problemas ocorreu durante a madrugada. Passageiros do vôo 1783, da Gol, que deveriam ter partido de Manaus rumo ao Rio de Janeiro às 3h20, só conseguiram decolar às 5h02. A Infraero garantiu que não houve cancelamentos de vôos. No saguão do aeroporto, as longas filas dos últimos dias já não eram mais vistas. Controladores são ´reprovados´ Controladores de vôo do Cindacta-4, em Manaus, receberam no sábado um documento assinado pelo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito, no qual o militar condena a ação dos servidores pela paralisação na sexta-feira. No mesmo documento, Saito afirma que os controladores "infringiram a disciplina e a hierarquia militar" e, por isso, devem deixar a Aeronáutica. O comandante sugere que os servidores passem a ser subordinados a outro órgão que não seja a Aeronáutica. Depois de tomarem conhecimento do teor do texto, os controladores receberam um questionário e tiveram de responder, entre outros quesitos, se querem permanecer na Força Aérea Brasileira. Dezenas de controladores optaram pelo abandono da vida militar. Um dos pleitos dos servidores, que culminou na paralisação do setor, era justamente a "desmilitarização" do serviço. A categoria prefere ser considerada civil. São Paulo No aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, apenas 5% dos 181 vôos programados sofreram atrasos de mais de uma hora. Apenas quatro vôos foram cancelados durante o dia. Já no aeroporto internacional de Cumbica, 42 vôos tiveram alteração de horários, ou seja, 26,4% do total, que foi de 159. Desses, quatro vôos foram cancelados pelas companhias aéreas. No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, a situação foi muito tranqüila durante o dia. Um vôo foi cancelados e dois tiveram atrasos. Entre sexta e sábado, quatro vôos tinham sido cancelados. Rio No Rio, a situação também foi tranqüila para os passageiros do aeroporto Tom Jobim. Dos 107 vôos previstos, 18 sofreram atrasos e dois foram cancelados. O Galeão também teve uma dia de relativa calma. Dos 85 vôos programados, 15 encontram-se atrasados (17,6%) e um foi cancelado. Apesar de haver vôos cancelados e uma média geral de atraso de 95 minutos, a Infraero considera normalizada a situação no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Num balanço divulgado às 16 horas, entre as 18 horas de sábado e as 8 horas de domingo, apenas 11 vôos dos 59 programados saíram no horário. Os demais tiveram atraso entre meia hora e duas horas e meia. Dois vôos foram cancelados. Maceió e Fortaleza Em Maceió, o Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães estava com movimentação tranqüila neste final de tarde. Apenas o guichê da TAM apresenta uma pequena fila, diferente dos guichês das outras companhias que estão quase vazios. Entre pousos e decolagens, o número de atrasos totaliza seis. Houve até um vôo chegando adiantado, o da TAM 3330, que deveria chegar às 16:55 e pousou às 16:50. Segundo a Infraero, dos cerca de 130 vôos nacionais e internacionais programados, 26 atrasaram. Houve três cancelamentos. Em Fortaleza, no Ceará, dos 46 vôos previstos, 13 tiveram trocas de horário. Não houve cancelamentos, o mesmo acontecendo no aeroporto de Goiânia, que teve apenas dois vôos com atrasos, dos 14 previstos. Porto Alegre O movimento neste domingo no saguão do Salgado Filho foi quase equivalente ao de dias normais. Das cerca de 80 operações programadas para o período das 5 horas às 18 horas, 12 (seis chegadas e seis saídas) sofreram atrasos superiores a uma hora. Os passageiros que viajaram a Montevidéu pela Gol foram os que mais sofreram. Eles tiveram de esperar três horas, das 15h15min às 18h15min, até a chegada da aeronave que havia saído de Guarulhos, para embarcar para o Uruguai. Como a maioria dos viajantes que transitou pelo Salgado Filho fez o check-in e entrou para a sala de embarque, não houve formação de filas anormais e nem tumultos no saguão do aeroporto. Depois de passar uma semana em Gramado e de ver os noticiários de sexta-feira e sábado, o analista de sistemas Paulo Freitas imaginava enfrentar problemas para embarcar para São Paulo, no início da tarde deste domingo. "Surpreendentemente, está tudo normal para nós", comentou, no meio de um grupo de amigos, sorridentes e aliviados porque o atraso previsto para o vôo era de "apenas" 20 minutos. Solange Spigliatti, Tatiana Fávaro, André Alves e Elder Ogliari

Agencia Estado,

01 Abril 2007 | 19h18

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