Após Mantega ser feito refém, delegado pede transferência

O delegado titular de Ibiúna, no interior de São Paulo, Regis Campos Vieira Seis, pediu a transferência para outra cidade, seis dias depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter sido mantido refém em uma chácara. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele foi transferido para o município vizinho de Piedade, por "readequação do trabalho da polícia". Foram presas mais sete pessoas suspeitas de ter participado do assalto. Nesta terça-feira, 27, de acordo com informações do site Globo on Line, Mantega divulgou carta na qual afirma que não foi omisso em relação ao assalto. No texto, o ministro diz ser "totalmente falsa a informação" de que não deu queixa do assalto. Em reportagem publicada pelo jornal O Globo, Mantega disse que ligou para o governador José Serra cerca de 12 horas após o crime. "O assalto ocorreu na noite de terça-feira, 20. O ministro e sua família deixaram o sítio ainda de madrugada e pela manhã foram a São Paulo, de onde o ministro viajou a Brasília, onde chegou por volta de 14h. Foi imediatamente a uma reunião marcada com o presidente da República, no Palácio do Planalto, encontro que se estendeu até o final da tarde. Logo após retornar ao seu gabinete, fez uma ligação, às 17h54, para José Serra, a quem relatou os acontecimentos e solicitou as providências policiais. O governador se comprometeu a colocar as autoridades policiais do estado para resolver o assunto", escreveu a assessoria de Mantega na carta. E continuou: "Às 19h12, o secretário da Segurança Pública do estado de São Paulo, Ronaldo Marzagão, ligou para o ministro, relatando as providências que já estavam sendo tomadas pelas autoridades. Nova ligação entre o ministro e o secretário estadual de segurança ocorreu às 21h34 do mesmo dia", relata.

Agencia Estado,

27 Fevereiro 2007 | 13h26

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