Após morte, 11 parques de diversões são fechados

Onze parques de diversões irregulares foram desmontados no Rio, depois de notificados na segunda-feira pela Secretaria Municipal de Ordem Pública. Outros seis estabelecimentos estão fechados ou em processo de desmontagem. A secretaria intensificou a fiscalização sobre parques depois que uma criança morreu eletrocutada, no último domingo, ao encostar na grade de um dos brinquedos.Os parques fiscalizados estavam na zona oeste da cidade, onde há grandes descampados, ou em favelas. "Estamos acompanhando o processo de desmonte desses parques. As delegacias distritais também monitoram a movimentação. No bairro de Campinho, um dos parques foi retirado depois de ser notificado e estava sendo montado no estacionamento de um supermercado. Também foi obrigado a sair", explicou o subsecretário de Ordem Pública, Luiz Medeiros.Medeiros disse que a fiscalização em parques começou em 14 de janeiro. Desde então, 26 foram fechados - a maioria depois da morte de Alexandre da Silva, de 10 anos, quando pegava uma pipa próximo ao parque World Toy, e foi eletrocutado. No dia seguinte os brinquedos foram desmontados.Para pedir à prefeitura o alvará de funcionamento, os donos dos parques têm de apresentar laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros e da Gerência de Instalação Mecânica da Secretaria Municipal de Obras, além de autorização da Fundação Parques e Jardins e da Secretaria de Meio Ambiente, se os brinquedos estiverem em área pública. "Eles nem tentam pedir o alvará. Cem por cento dos parques fiscalizados tinham ligações clandestina de luz e água. As condições de higiene são precárias", afirmou Medeiros.

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