Após morte de PM, Belém registra 9 assassinatos e onda de boatos

Áudios colocados nas redes sociais diziam que haveria um massacre na periferia. Secretaria de Segurança Pública investiga caso

Gabriela Azevedo, Especial para o Estado

05 de novembro de 2014 | 20h35

Após a morte de um policial militar na noite desta terça-feira, 4, a Região Metropolitana de Belém, no Pará, registrou nove assassinatos e uma onda de boatos, divulgados nas redes sociais, de que haveria uma "limpeza" nos bairros periféricos da cidade. A média de mortos na madrugada é 3,1, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

A confusão começou na terça, com a morte do cabo Antônio Marco da Silva Figueiredo, da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), da Polícia Militar. O cabo não estava trabalhando, e as circunstâncias da morte estão sendo investigadas.

A morte desencadeou a onda de boatos e informações não confirmadas. Surgiram nas redes sociais áudios supostamente divulgados por PMs pedindo para que a população ficasse em casa porque aconteceria uma matança na periferia.

Ao mesmo tempo, foram colocados nas redes sociais outros áudios - de bandidos supostamente comemorando a morte do cabo. Os comentários ganharam força.

Moradores começaram a comentar que 20 pessoas haviam sido mortas, número que rapidamente passou para cem. Colégios e universidades cancelaram as aulas nesta quarta-feira, 5, com medo de arrastões.

Todas as mortes estão sendo investigadas pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. O Comando-Geral da Polícia Militar também acionou a Corregedoria da Corporação para apurar as denúncias.

A Secretaria de Segurança Pública informou ainda que está investigando as "informações desencontradas e sem qualquer fundamento espalhadas por redes sociais" e "os responsáveis pela disseminação e compartilhamentos de informações inverídicas que acabaram por gerar um ambiente de preocupação na população sem qualquer correspondência com a realidade".

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