Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Após motim no ES, Pezão reúne cúpula da Segurança do Rio

Intenção é discutir suposta movimentação de famílias de policiais nas redes sociais e traçar a estratégia a ser adotada em caso de ação semelhante

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2017 | 12h35

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, convocou nesta quaerta-feira, 8, uma reunião com a cúpula da segurança do Estado no Palácio Guanabara. O encontro tem a presença do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, e o secretário de Segurança, Roberto Sá.

A intenção é se informar sobre a suposta movimentação de famílias de policiais nas redes sociais e traçar a estratégia a ser adotada caso aconteça uma ação semelhante a registrada no Espírito Santo.  No Estado vizinho, o motim de policiais militares já entrou no quinto dia e a situação ainda é tensa. 

Conforme o Estado publicou na terça-feira, 7, tropas militares já estão se mobilizando para o caso de a Polícia Militar fluminense entrar em greve na sexta-feira, 10, a exemplo do que ocorreu no Espírito Santo. Embora o Comando Militar do Leste afirme que há apenas "planejamento" até o momento, fontes confirmaram à reportagem que homens da Brigada Paraquedista estão se apresentando no quartel, para ficarem de prontidão, em caso de necessidade de o Exército assumir a segurança.

Por grupos nas redes sociais, as famílias de policiais militares começaram a se mobilizar. Pelo menos 30 foram formados por WhatsApp. 

Tanto o serviço de inteligência da Polícia Militar quanto o do Exército estão monitorando os grupos. Há preocupação de que a mobilização do Espírito Santo incentive o movimento no Rio. A polícia fluminense, no entanto, não tem histórico de paralisação. "O setor de inteligência está monitorando essa mobilização, mas não temos como medir a adesão. Estamos atentos e continuaremos trabalhando", afirmou o major Ivan Blaz, porta-voz da Polícia Militar.

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