Após obra, pista principal tem índice de atrito menor

Houve redução nos coeficientes de atrito, em comparação com o dia 19, depois do acidente com o vôo 3054, embora ainda estejam no limite

Alexssander Soares, Camilla Rigi, Roberta Pennafort, Fabiane Leite e Pedro Dantas, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2028 | 00h00

Novas medições feitas em Congonhas pela Infraero apontam que houve uma redução dos coeficientes de atrito na pista principal do aeroporto, reaberta ontem: os índices caem quando comparadas análises do dia 13, a sexta-feira anterior ao acidente, e aquelas feitas após a tragédia, no dia 19 e ontem, pouco antes do recomeço das operações. Todos os valores, no entanto, ainda estão acima do coeficiente mínimo necessário, de 0,50.O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, que confirmou os dados, disse que a temperatura pode ter influído na mudança dos índices e que isso é "normal". "Não sou especialista, mas essas mudanças são normais. Pode ser devido à temperatura. A própria natureza trabalha em cima desse pavimento." No início da noite de ontem, a Infraero confirmou que o coeficiente da faixa da direita da pista, que era, em média, de 0,68 na sexta-feira anterior ao acidente (13 de julho), caiu para 0,59 ontem. Já o da faixa esquerda passou de 0,73 para 0,65.Especialistas apontam que problemas nos equipamentos de medição - duas máquinas são utilizadas - e mesmo o frio podem ter interferido nos resultados ontem. Eles também dizem que é necessária uma série maior de medições para uma conclusão. Mesmo assim os dados surpreenderam a equipe.MOVIMENTOOntem, Congonhas voltou a registrar o maior número de cancelamentos no País. Foram 47 operações suspensas, o que representa 25,2% dos 186 vôos programados até 19 horas. Outros dois vôos atrasaram. Já o maior porcentual de atrasos foi registrado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, onde 19,8% das operações atrasaram. Dos 161 vôos previstos, 32 atrasaram - 5 foram cancelados. Desde o acidente com o Airbus A320 da TAM, Cumbica recebeu 342 vôos do aeroporto paulistano. A suspensão da venda de passagens para vôos com destino ou escalas em Congonhas diminuiu também o movimento nos aeroportos do Rio, mas atrasos e cancelamentos continuaram. No Tom Jobim, das 125 partidas e chegadas até as 17h30, 22 registraram atrasos superiores a uma hora e 15 vôos foram cancelados. No Santos Dumont, que concentra os vôos da ponte aérea Rio-São Paulo, a suspensão das operações em Congonhas resultou em 60 vôos cancelados. Mas apenas dois registraram atrasos superiores a uma hora.

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