Após operação matar 10, Cabral defende segurança do Rio

'A política de enfrentamento quem fez é o bandido', diz o governador do Estado depois de operação em favelas

Da Redação, com informações da Agência Brasil,

05 Fevereiro 2009 | 15h11

Um dia depois de dez pessoas serem mortas durante uma operação da Polícia Civil em favelas do Rio, o governador Sérgio Cabral voltou a defender a política de segurança pública do Estado. "A política de enfrentamento quem faz é o bandido e não a polícia", afirmou nesta quinta-feira, 5. "Da [Avenida] Vieira Solto à favela da Coreia se entra com informação e investigação." As dez vítimas da operação da quarta-feira são acusadas de envolvimento com o tráfico. Uma mulher também ficou ferida durante a operação que contou com 300 policiais civis nas favelas da Coreia, Vila Aliança, Taquaral e Rebu, em Senador Camará, na zona oeste do Rio.   Veja também: Operação em favelas do Rio deixa 10 mortos    Policiais civis localizaram a casa do chefe do tráfico na operação desta quarta. Foto: Wilton Júnior/AE    Desde outubro de 2007, pelo menos 33 pessoas foram mortas nas operações policiais em comunidades da região. Entre os mortos da quarta estão Diego Matos Brás, de 15 anos, e Josué de Souza, de 16. As demais vítimas têm entre 18 e 37 anos. Sete homens foram presos e apenas um, Jucélio Gonçalves das Neves, de 43 anos, tinha antecedentes e mandado de prisão por roubo.   Ao entrar para sessão na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Cabral afirmou que os policiais usam o serviço de inteligência antes das operações policiais. Na quarta, buscavam um dos líderes do tráfico de drogas no local. "Os policiais estavam cumprindo seu papel e foram recebidos a bala. Isso é sinal de que na Coreia tem poder paralelo e que se rejeitou a presença dos agentes."   Além das dez mortes, o tiroteio provocou ainda o fechamento de duas escolas e duas creches municipais, no primeiro dia do ano letivo da rede municipal de ensino. Cerca de 6,6 mil alunos ficaram sem aula.   O governador também confirmou que novos postos de policiamento comunitário serão instalados na cidade ainda este mês. O próximo será na Cidade de Deus, com inauguração prevista para o dia 16, e um outro na comunidade do Batan, dia 18, ambas na zona oeste. Essa modalidade de policiamento já foi implantada na comunidade de Dona Marta, zona sul, onde a polícia expulsou traficantes do local.

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