Após passeata, professores decidem manter greve no Rio

Grupo se reuniu em frente à Assembleia Legislativa; próxima reunião foi marcada para sexta-feira

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2013 | 15h24

Atualizado às 16h38.

RIO - Após seguirem em passeata até a Assembleia Legislativa do Rio, professores estaduais decidiram manter a greve, iniciada no dia 8. Segundo a Polícia Militar, entre 500 e 700 pessoas participaram do ato, que tem o apoio de mascarados. "Falaram que eu seria prejudicado porque ia ficar sem aula, mas eu sou prejudicado é por esse secretario que não dá a mínima para educação", afirmou um estudante que participou da passeata, se referindo a Wilson Risolia.

 

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Beatriz Lugão, afirmou que o aumento salarial de 8%, que a categoria obteve em julho, não é suficiente. Eles querem reajuste inicial de 28% apenas para compensar as perdas. "Depois falamos do aumento real."

Beatriz disse também que a reunião com o subsecretário de Educação, Luiz Carlos Becker, teve poucos avanços e não se falou em reajuste. O professor de física André Luis da Silva, do Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, em Campo Grande, afirmou que apenas 5 dos 100 professores da sua escola aderiram à greve. "Por se tratar de um centro profissionalizante, a secretaria ofereceu uma bonificação de R$ 1.200 extras para quem trabalhar 12 horas a mais, e claro que quase todos aceitaram", ressaltou. "Me aposento esse ano, mas nem por isso deixo de estar na luta."

A próxima assembleia foi marcada para sexta-feira, 30, às 14 horas, em local ainda não definido.

Em greve desde o dia 8 de agosto, o grupo reivindica um reajuste emergencial de 28% para cobrir as perdas da inflação, um aumento salarial de cinco salários mínimos para professores e 3,5 salários para funcionários, a volta da autonomia pedagógica, incluindo o currículo mínimo, o fim das terceirizações, do desvio de verbas para fundações, do plano de metas, entre outros.

Dirigente regional do Sepe de Maricá, Carlos Eduardo Carvalho explica que o grupo também quer o cumprimento da lei que garante o uso de um terço da carga horária para planejamento das aulas. "Isso não é cumprido nas escolas."

"Também queremos que a Alerj derrube o veto do (Sergio) Cabral sobre a lei que obriga uma matrícula em uma escola", destacou Herlon Siqueira, dirigente regional da Sepe em São Gonçalo. "Combatemos, ainda, o fechamento de escolas e turmas, porque o governador já fechou mais de 600 escolas no Estado."

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