Após pedido do STF, Justiça determina que PF investigue execução de juíza

Após pedido do STF, Justiça determina que PF investigue execução de juíza

Exigência partiu de ministério depois de Peluso classificar morte como 'atentado à democracia'

Mariângela Gallucci e João Domingos, O Estado de S.Paulo - com Pedro Dantas

12 Agosto 2011 | 12h44

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal investigue a morte da juíza de Niterói, Patrícia Lourival Acioli, executada nesta madrugada em Niterói, no Rio de Janeiro. "O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cesar Peluso, me procurou e pediu para que nós entrássemos nas investigações. Eu, então, conversei com o governador Sérgio Cabral e determinei à Polícia Federal que entre no caso, já a partir de agora", disse o ministro.

 

Peluso deverá falar ainda hoje sobre o assunto o governador do Rio, Sérgio Cabral.

 

O STF divulgou uma nota na qual o presidente do tribunal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pede apuração rápida do crime e punição rigorosa dos responsável. Peluso afirma que o assassinato da juíza foi um atentado à independência do Judiciário, ao Estado de Direito e à democracia.

 

"Em nome do Supremo Tribunal Federal, do Conselho Nacional de Justiça e do Poder Judiciário, repudio o brutal assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli. Crimes covardes contra a pessoa de magistrados constituem atentados à independência do Judiciário, ao Estado de direito e à democracia brasileira. A preservação do império da lei em nosso país exige a rápida apuração dos fatos e a punição rigorosa dos responsáveis por este ato de barbárie", diz Peluso na nota.

 

Ele ainda se solidariza à família e elogia o trabalho da magistrada. "A juíza Patrícia Lourival Acioli deixa uma lição de profissionalismo, rigor técnico e dedicação à causa do direito. Que esse exemplo sirva de consolo a seus familiares, a quem encaminho minha solidariedade e sinceras condolências", conclui.

 

Rio. O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, Antônio Siqueira, também disse que o assassinato de Patrícia Accioli "é um ataque à democracia brasileira". Ele pediu a criação de uma força-tarefa de juízes para o combate às milícias e demais máfias organizadas na comarca de São Gonçalo, onde a juíza atuava.

 

"É uma tentativa de intimidar os magistrados no cumprimento do dever constitucional de combater o crime organizado. Não vamos nos intimidar e precisamos dar uma resposta imediata", afirmou Siqueira.

 

 

Atualizada às 13h35

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