Após prisão, Dado Dolabella e Luana Piovani vão a audiência

Atriz acusa o ex-noivo de agressão e deve encontrá-lo nesta segunda-feira durante audiência sobre o caso

da Redação, estadao.com.br

23 de março de 2009 | 12h07

Os atores Dado Dolabella e Luana Piovani devem ficar frente a frente nesta segunda-feira, 23, em uma audiência para apurar a denúncia de agressão. A atriz acusa o ex-noivo de agressão. Na semana passada, Dado ficou cerca de 24 horas preso na Polinter. O ator foi preso na terça à noite por descumprir decisão judicial que o impedia de ficar a menos de 250 metros de sua ex-namorada, a atriz Luana Piovani. Na saída, ele se declarou 'aliviado'.

 

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Depois de passar a madrugada em uma delegacia e o dia preso em uma cela comum com outros 13 detentos, Dado conseguiu um habeas corpus no fim da tarde da quarta-feira, 18 e deixou a carceragem da Polinter.

 

O encontro entre os dois aconteceu no camarote da Brahma durante o Desfile das Campeãs, no carnaval carioca e, posteriormente, na festa Bailinho, no Museu de Arte Moderna (MAM), que acontece em alguns domingos do mês. No camarote, ele chegou a circular com uma fita métrica que seria uma forma de ironizar a decisão judicial de manter a distância de Luana. Fotos da atitude do ator constam no processo. No ano passado, eles romperam o namoro depois de ele ter supostamente agredido Luana e a camareira da peça que ela fazia, Esmeralda de Souza.

 

A camareira, conhecida no meio artístico como Esmê, precisou imobilizar os dois braços e passou 30 dias afastada do trabalho depois de ser empurrada pelo ator. A agressão à camareira teria acontecido quando ela tentou separar uma discussão do casal, na qual teria a agredido. Ele foi indiciado e, posteriormente, denunciado pelo Ministério Público com base na Lei Maria da Penha, já que um laudo de perícia indicou que Luana sofreu uma lesão leve.

 

Depois de ter um habeas corpus negado durante a madrugada pela desembargadora de plantão Tereza Neves, o advogado do ator, Michel Assef Filho, deu entrada no pedido de reconsideração da prisão. Segundo ele, a atitude de Dolabella de circular pelo camarote com uma fita métrica foi "infeliz". Segundo o advogado, a desembargadora Giselda Leitão entendeu que não havia justificativa para a prisão. Apesar de o processo contra o ator correr em segredo de justiça, Gizelda autorizou a divulgação da sua decisão favorável.

 

"A nossa argumentação é de que não há justificativa para a prisão e a desembargadora entendeu assim. Ele está sofrendo de constrangimento ilegal ao ser preso. Quem disse que ele descumpriu a ordem (de que não poderia chegar a menos de 250 m dela)? Ele não estava proibido de ir ao camarote e lá ele não a abordou. Ele foi convidado para ir ao camarote. O meu cliente não está proibido de ir à festa nenhuma", afirmou Assef Filho.

 

Dado passou a madrugada e o dia numa cela chamada de "seguro", onde não há presos que pertençam a facções criminosas. O local tem cerca de 10 metros quadrados. O almoço servido aos detentos foi uma quentinha com galinha, berinjela, arroz e feijão. Mas, de acordo com o irmão mais velho do ator, Gilberto di Pierro, ele preferiu comer a refeição feita por outros presos - estrogonofe. Pierro chegou a levar para a Polinter algumas peças de roupa para o irmão. Mas foi informado, ao chegar, que os presos só podem vestir camiseta de malha, bermuda e calçar chinelos, por medida de segurança.

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