Após rebelião, agentes penitenciários fazem greve em Salvador

Categoria pede instalação de câmeras de segurança no complexo que teve três dias de rebelião

Tiago Décimo, do Estadão,

03 de agosto de 2007 | 12h38

Agentes penitenciários de Salvador resolveram paralisar os trabalhos nesta sexta-feira, 3. A decisão acontece após uma quinta-feira considerada tranqüila no Complexo Penitenciário do Estado da Bahia, mesmo depois da rebelião de três dias na unidade, quando cerca de 700 presos fizeram cinco reféns, dos quais três agentes penitenciários. Em assembléia realizada na frente do complexo, os agentes resolveram não entrar na unidade até que a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) do Estado tome uma posição sobre a pauta de reivindicações entregue pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb). Segundo o coordenador geral do Sinspeb, Luís Antônio Fonseca, o documento lista 14 medidas consideradas emergenciais pelos agentes e outras 11 de "médio prazo". Entre as medidas emergenciais, os agentes pedem a instalação de câmeras de segurança no complexo, autorização para porte de arma, apoio ininterrupto da Polícia Militar nas tarefas e a troca do diretor da unidade.

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