Após recesso, Câmara lembra deputado morto no acidente da TAM

O plenário da Câmara voltou a se reunir nesta quarta-feira depois do recesso parlamentar em clima de consternação pela morte do líder da minoria, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), no acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas em 17 de julho, e do presidente do PP, deputado Nélio Dias (RN), de câncer no dia 20 de julho, e sob o impacto da divulgação pela CPI do Apagão Aéreo dos diálogos dos pilotos do avião que se acidentou. Somado a esse ambiente emocional, a expectativa dos partidos da base na distribuição dos cargos do segundo escalão no Executivo fez com que não houvesse votação ontem na Casa, mesmo com a presença de quase 400 deputados. O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), à tarde, já concluía que o melhor para o governo era que não houvesse votações nesta semana na Casa. "O clima é ruim. As mortes dos deputados, as caixas pretas do avião da TAM e as possíveis mudanças de comando. É uma semana complicada. Não há um bom clima, mas a Casa tem de ter capacidade para distanciar das crises", afirmou Monteiro. A intenção do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), era votar ontem uma medida provisória que está trancando a pauta para deixar o plenário livre para votações de outros projetos na próxima terça-feira. A MP prorroga o prazo para troca de informações entre os regimes próprios de Previdência Social e o Regime Geral de Previdência Social. A sessão para votação seria à noite, mas acabou cancelada. "Esse clima de consternação não recomendou (a realização da sessão)", disse Chinaglia. Com a presença de familiares dos deputados mortos, a Câmara realizou um culto ecumênico em memória dos dois parlamentares e uma sessão na qual os líderes partidários se revezaram na tribuna em discursos de homenagens Redecker e Dias. Houve muita emoção e Chinaglia chorou ao final da sessão. No discurso, o presidente da Câmara disse que a Casa tem o compromisso "na apuração das causas dos dois trágicos acidentes aéreos e da crise aérea pela qual passamos". Chinaglia se referiu ao acidente com o avião da TAM e com o avião da Gol em 29 de setembro do ano passado.

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