Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após repercussão de caso Mariana Ferrer, mulheres protestam contra estupro em frente ao STF

Audiência em que influenciadora digital foi atacada por advogado e absolvição do acusado motivaram críticas nesta semana

Vinícius Valfré e Dida Sampaio, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2020 | 22h39

BRASÍLIA - Um ato de repúdio ao desfecho do caso da influenciadora digital Mariana Ferrer, de Santa Catarina, reuniu dezenas de mulheres em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quarta-feira, 4. A manifestação teve cartazes de apoio à jovem, de 23 anos, alvo de acusações machistas durante audiência de processo no qual figura como vítima de estupro. Diante do STF, o grupo criticou a absolvição do empresário André de Camargo Aranha.

O protesto ficou concentrado na Praça dos Três Poderes e teve, ainda, gritos de "Fora, Bolsonaro".  A seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu esclarecimentos ao advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, que defende o empresário acusado de estupro e chegou a dizer que Mariana  tem como "ganha-pão" promover a "desgraça dos outros". A atuação do juiz Rudson Marcos, responsável pelo caso, também é alvo de procedimento disciplinar no Conselho Nacional de Justiça.

Nas redes sociais, vários artistas e personalidades se manifestaram, criticando a atuação do advogado de defesa do acusado, do promotor e do juiz no caso. As hashtagas #justicaparamariferrer e #naoexisteestuproculposo ficaram entre as mais compartilhadas nas redes sociais desde a terça-feira, quando o site The Intercept Brasil divulgou imagens da audiência. 

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