Após saquearem igrejas, ladrões agora furtam casa de padre na Bahia

Pároco guardava itens em sua casa com medo de um novo assalto ao templo; grades e cadeados da residência foram quebrados e objetos de valor foram levados

Eliana Lima, especial para O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2010 | 17h31

SALVADOR - O padre João Paiva, pároco de Itaparica, na Bahia, está inconsolável e indignado com o avanço da criminalidade e a falta de segurança na ilha. O religioso teve a sua casa arrombada na madrugada desta quinta-feira, 20, quando estava em Salvador resolvendo assuntos pertinentes à paróquia. Quebram grades e cadeados da residência e levaram todos os objetos de valor da igreja, incluindo dois ostensórios de 60 cm, em ouro maciço, que ele guardara em sua casa, temendo que o templo fosse novamente assaltado.

 

No mês de março ele viu a Igreja de São Lourenço, construída em 1610, arrombada por um grupo de assaltantes que levaram trinta e quatro das 41 imagens, peças e objetos valiosos do templo. Entre elas a imagem de São Elesbão, talhada em madeira, considerada valiosíssima por ser a única existente no Brasil. Os ladrões levaram ainda um cálice dourado, um ostensório, um cajado do Menino Jesus, entre outros. Na mesma noite também a matriz do Santíssimo Sacramento foi alvo dos bandidos. Nenhum objeto foi recuperado até então.

 

O padre João Paiva foi à delegacia de Itaparica, mas não pode prestar queixa porque os policiais estão em greve, e o delegado, licenciado, sem substituto. Na polícia federal, por se tratar de patrimônio histórico, rezaram-lhe a mesma ladainha: greve. Restou-lhe apenas queixar-se ao bispo.

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