Após série de ataques, secretário de Segurança do PR visita Londrina

Ao todo foram 13 pessoas assassinadas e 15 baleadas em menos de 24 horas; polícia investiga crimes

Danilo Marconi, Especial/Estado

31 Janeiro 2016 | 14h23

LONDRINA - A onda de assassinatos em Londrina e cidades vizinhas, no norte do Paraná, colocou em alerta a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado. Foram 13 assassinatos em menos de 24 horas, sendo o primeiro, um soldado do 5º Batalhão da Polícia Militar, e outras 15 pessoas baleadas. A morte do agente teria sido ordenada por membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), embora o setor de segurança pública não admita, e gravações telefônicas interceptadas revelam que o grupo promete novos ataques.

Os assassinatos provocaram pânico na população, depois que mensagens de toque de recolher viralizaram as redes sociais. Comerciantes evitaram abrir as portas na última noite e quem saiu encontrou ruas vazias e um cenário hostil. Policiais dos Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Tático Integrado de Repressão Especial (Tigre), ambos de Curitiba, estão desde sábado (30) em Londrina. A polícia não registrou nenhum outro assassinato.

A preocupação com a segurança pública é tanta que o secretário Wagner Mesquita está em Londrina. Até então, ele só havia se pronunciado por meio de nota e determinado “empenho máximo e rigor das equipes policiais na apuração dos casos ocorridos.” Mesquita concede entrevista coletiva na tarde de hoje e promete apresentar ações de combate a violência.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.