LEO CARIOCA/REUTERS
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Após série de ataques, violência tem trégua no Rio Grande do Norte

Atentados são represália de bandidos à instalação de bloqueadores de celulares nos presídios do Estado; governo potiguar pediu reforço de tropas federais

Bruno Ribeiro, Enviado especial de O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2016 | 11h28

NATAL - Após uma série de ataques, o Rio Grande do Norte não teve atentados criminosos na entre a noite de quinta-feira, 4, e a manhã desta sexta-feira, 5, informou a Secretaria de Segurança Pública potiguar. O Estado já registrou pelo menos 109 atentados, segundo balanço oficial - 63 incêndios, 31 tentativas de incêndio, sete disparos contra prédios públicos, quatro ataques explosivos e quatro depredações, envolvendo 38 cidades. 

Os ataques são uma represália de bandidos à instalação de bloqueadores de telefones celulares nos presídios do Estado. Nesta quinta-feira, de acordo com a Secretaria da Cidadania e Justiça, detentos do Presídio de Parnamirim tentaram incendiar um desses equipamentos, colocando fogo a colchões empilhados próximos do muro onde estão os bloqueadores. A penitenciária é a única até agora a receber o aparelho. 

O governador Robinson Faria (PSD) pediu ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, para que as tropas permaneçam mais tempo no Estado. Ele quer a ajuda federal pelo menos até que o programa de instalação de bloqueadores de celular nos presídios estaduais seja concluído, em um prazo que estima ser de dois meses.

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