Após veto a carro, carnavalesco da Viradouro se diz tranqüilo

Polêmica girou em torno de carro que fazia referência a mortes de judeus durante o Holocausto

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2008 | 04h25

O carnavalesco da Viradouro, Paulo Barros, está certo de que a confusão envolvendo um carro alegórico que representaria o Holocausto não irá prejudicar a escola. A Viradouro, que desfilará após a Mangueira, tem como enredo "É de arrepiar!" e levaria à avenida uma alegoria com figuras simbolizando cadáveres de judeus em campos de concentração nazistas. Saiba como foram os desfiles em SP no 2º diaSaiba como foram os desfiles em SP no 1º diaVeja as melhores imagens dos desfiles em SP Qual escola de samba será campeã em SP?  Qual escola de samba será campeã no Rio?  Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil  O carro teve de ser mudado esta semana por ordem judicial, depois que a Federação Israelita do Rio reclamou do que considerou uma banalização do Holocausto. "O carro agora terá Tiradentes, que também sofreu por expor suas idéias", afirmou Barros, ainda na concentração da Viradouro. Ele disse que nunca pensou em vestir um destaque de Adolf Hitler, como foi veiculado na imprensa nos últimos dias. "Quem inventou isso foi extremamente irresponsável." O carnavalesco garantiu que seu estado de espírito "é o melhor possível" e que a mudança repentina foi bem contornada. "Duas horas depois de receber a notificação da Justiça, o carro já estava redefinido." Caso insistisse com a alegoria, a Viradouro teria de pagar R$ 200 mil de multa. A escola será a ultima a desfilar neste primeiro dia do desfile das escolas de samba do Rio.

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