Aposentadoria por invalidez na PM do Rio será investigada

A Corregedoria Geral Unificada das polícias abriu sindicânciapara investigar todas as aposentadorias por invalidez na PolíciaMilitar, entre elas a do comandante da corporação, coronel Francisco Braz, diagnosticado incapaz por surdez em laudo divulgado no último dia 17. Todos os casos serão revistos, segundo o secretário de Segurança Pública, Roberto Aguiar. A Polícia Civil vai instaurar inquérito para apurar possíveis irregularidades nos processos dos últimos cinco anos.Caso se aposente com base no laudo, Braz terá vantagens como isenção no Imposto de Renda e ganho de 20% no soldo da reserva. A governadora Benedita da Silva divulgou que só vai ratificar adecisão pela aposentadoria depois que o comandante da PM for submetido a novos exames. A reforma, no entanto, foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, do qual consta ainda o nome de outros cinco coronéis da PM e um do Corpo de Bombeiros. A publicação foi um ato do Gabinete Civil, segundo o governo.O corregedor, Aldney Peixoto, vai solicitar ao Departamento deInativos e Pensionistas da PM para investigar os processos jáencerrados. Ele vai tentar ouvir todos os envolvidos, entre peritos ebeneficiados pelos laudos, até deixar o cargo, no dia 31. ?Se forconstatado que houve irregularidade, é gravíssimo. É falsa perícia eisso é crime?, afirmou. Quem tiver cometido fraude em processos deaposentadoria por invalidez poderá responder por falsidade ideológica, falsa perícia, ato de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.O secretrário Roberto Aguiar disse que a administração petista émarcada por ?clareza e limpeza? e que, por isso, todas os processosserão investigados. ?Para ver se há algum tipo de problema, se essasmedidas foram tomadas dentro da legalidade, de laudos técincos bem especificados. Não temos nada a esconder?, explicou. O deputado Carlos Minc, que preside a Comissão Contra a Violência e a Impunidade da Assembléia Legislativa do Rio, enviou ofício ao secretário Roberto Aguiar pedindo informações sobre meios de evitar que os oficiais da PM tenham problemas de audição. O deputado questiona também se há exames de rotina e equipamentos capazes de verificar o estado deles. Defende que sejam feitos perícias independentes no Hospital Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ou no Instituto Médico Legal (IML).O deputado estadual eleito André Corrêa (PV) disse que vai pedirabertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na primeira sessão Legislativa da Alerj para apurar reformas suspeitas de oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros por invalidez.

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