Matheus Brum
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App permite que usuários de transporte público do Espírito Santo denunciem superlotação de ônibus

Três mil denúncias já tinham sido feitas até esta sexta-feira, segundo a Secretaria Estadual de Mobilidade e Infraestrutura

Matheus Brum, especial para o Estadão

22 de maio de 2020 | 15h08

   

VITÓRIA -  Quem utiliza o sistema Transcol na Grande Vitória (Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana), no Espírito Santo, tem a possibilidade de denunciar passageiros que estão permanecendo de pé, se aglomerando, dentro dos ônibus, e também reclamar de usuários e motoristas que estão sem máscaras nos coletivos e nos nove terminais da região. Estas são orientações passadas pelo governo do Estado para evitar a propagação do novo coronavírus, a covid-19.

O Estado tem 8.878 casos confirmados da doença e 363 mortes. Vila Velha é o município com maior número de casos, 1.685, seguido por Vitória (1.664), Serra (1.646) e Cariacica (1.252).

A reclamação, anônima, é feita pelo aplicativo “OnibusGV”, que os passageiros já usam para consultar os horários dos ônibus. Na tela inicial, o usuário encontra a opção “Denuncie sem máscara e lotação”. Cerca de três mil denúncias já foram feitas, segundo a Secretaria Estadual de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi).

“Ao fazer a denúncia no aplicativo, o cidadão vai nos auxiliar com informações para que possamos identificar e realizar ações de fiscalização e conscientização, para que o uso da máscara no transporte seja respeitado", explicou o secretário Fábio Damasceno.

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O transporte público tem sido um dos grandes desafios para conter a pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo. Depois de idas e vindas, tentando reduzir a frota, a Semobi informou que 1.100 veículos (90% do total) estão circulando, levando uma média de 250 mil passageiros por dia. Antes da pandemia, 600 mil pessoas usavam o Transcol diariamente.

Mesmo assim, ainda há flagrante de pessoas ficando em pé nos ônibus, principalmente os que vão dos bairros aos terminais. Diante do problema, o diretor de teatro José Celso Cavalieri, de 53 anos, que é usuário do Transcol, aprova as denúncias. “Se usarmos corretamente o aplicativo, vai funcionar. Tem gente que insiste em entrar no ônibus, mesmo vendo que não há lugar para sentar.”

A orientação da pasta, caso o passageiro veja que não há assento disponível, é esperar o próximo ônibus. Ainda não há punição para quem desrespeitar as regras. O sistema Transcol conta com ônibus convencionais, que têm 37 assentos, e articulados, com 60 cadeiras.

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