Apreciadores da champanhe ganham bar exclusivo em SP

Bebidas geladas e refrescantes em um país como o Brasil são quase uma necessidade. Uma delas em especial, a champanhe, está derrubando sua imagem elitista e conquistando admiradores em São Paulo. Tanto, que as champanhes acabam de ganhar um lugar dedicado só a eles, a Champanheria Bar nos Jardins.A primeira casa do estilo na cidade tem a proposta de mostrar que a qualquer hora um gole dessa bebida cai bem. "Estava faltando um lugar assim em São Paulo", diz o proprietário, Fernando Autran de Figueiredo. Sua intenção é difundir o hábito de beber espumantes e champanhes e trazer novas marcas para a cidade.Por enquanto, a champanheria só abre para grupos. É preciso reservar. "Minha vontade é abrir todos os dias, como um bar qualquer." Com ares modernos, o bar tem ambiente de lounge, com sofás coloridos e pufes de um lado e mesas com cadeiras do outro. Obras da artista plástica Patrícia Reidler dão um toque personalizado ao bar.Figueiredo diz que sempre sonhou ter um bar. Mas a inspiração para o Champanheria Bar surgiu em Barcelona, quando ele conheceu bares onde estudantes se reuniam no fim do dia para bebericar espumantes espanhóis, as cavas. Eram botecos simples, com azulejos cobrindo a parede.Ao contrário do que se pensa, as champanhes combinam com grande parte dos alimentos, até com pipoca e pastel, segundo a chef Renata Braune. "A champagne é superversátil, pode combinar com a comida por afinidade ou por oposição", diz.Para Saul Galvão, enófilo e confesso admirador dos espumantes, a champanheria é, sem dúvida, bem-vinda na cidade. "É um começo", diz. Ele acredita que, se o bar fizer sucesso, pode ter a idéia copiada. Mas seu sonho vai além: "Um dia queria chegar a uma padaria e poder tomar um espumante, como se faz na Itália."O aumento do consumo dos vinhos espumantes já aparece nos números. Segundo o diretor da Divisão de Vinhos da Expand, Luiz Gastão Bolonhez, o setor de vinhos espumantes e champanhes responde por 8% a 10 % do total de negócios. Entre abril de 2001 e de 2002, o crescimento da importação dos vinhos prosecco pela empresa foi de 24%. "Ele está na moda", afirma.De acordo com o diretor-geral da Veuve Clicquot do Brasil, Laurent Boidevézi, nos últimos dois anos houve aumento médio de 30% nas vendas da bebida. Grande parte do sucesso, segundo ele, é a venda em taças, iniciada há três anos. Já o acréscimo das vendas da Moët & Chandon, entre champanhes e vinhos espumantes, foi de 40%, entre 1997 e 2001.No cardápio do Champanheria Bar, há diversos tipos de Veuve Clicquot e Moët & Chandon, nacionais como Miolo, proseccos italianos e um tipo de cava. O espumante brasileiro é vendido em taça por R$ 6,90, preço de uma caipirinha. As garrafas custam a partir de R$ 30,00. Para acompanhar, petiscos salgados, como miniquiches, e doces, como tortinhas de chocolate com laranja.O advogado Dong Hyun Sung, de 33 anos, acha que a champanhe é fascinante. "O gás saindo, as bolinhas. É a única bebida nervosa", brinca. Pouco tempo depois de aberta a Champanheria, a advogada Carolina Scatena, de 26 anos, formou um grupo de amigos que se encontra semanalmente. "É o dia de beber champanhe", diz Carolina. ?Acabamos com a idéia de que ela deve ser bebida em dia de festa. É uma delícia tomar uma taça no fim do dia. Relaxa." A amiga Flávia Bravin Bertolo, de 27 anos, diz que já tinha o hábito de beber Kir Royal, um drinque feito com champanhe. "As pessoas sempre me chamavam de esnobe. Mas eu nunca gostei de outras bebidas, como cerveja."Elas dizem que viraram fãs da bebida. "Não troco por nada. Em qualquer lugar que eu vou, peço", diz Carolina. "É fácil encontrar em bares e danceterias meia garrafa da Chandon nacional, por exemplo", diz Flávia. Serviço - Champanheria Bar - Rua Oscar Freire, 2.292. Telefone: 5574-5157

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