Apreendida mochila com mais de 40 granadas

A Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE) apreendeunesta terça-feira uma mochila com quarenta e uma granadas de fabricação caseira, na Favela da Grota, noComplexo do Alemão, na zona norte do Rio, onde o jornalista Tim Lopes foi assassinado,no dia 2 de junho.Nos explosivos, havia as inscrições das facções criminosas Comando Vermelho (CV),do Rio de Janeiro, e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Houve troca detiros com cinco traficantes, mas ninguém ficou ferido ou foi preso.A operação foi umatentativa de prender o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, apontado comoassassino de Tim Lopes, mas ele não foi encontrado.Além das granadas, os policiais apreenderam uma camisa com as inscrições CV, PCCe Malucão, que a polícia acredita ser uma referência a Elias Maluco. O traficante ésuspeito de atuar em conjunto com o bando paulista.Em maio deste ano, bandidos doComando Vermelho atacaram com granadas a Secretaria de Direitos Humanos, na zonasul, utilizando o mesmo estilo de ataque da facção de São Paulo.Para o inspetor da DRAE, Djalma Ferreira, é possível que as granadas sejamfabricadas no Rio e depois levadas para a capital paulista, mas ele não descarta oinverso. ?Hoje, os traficantes fazem todo tipo de intercâmbio?, disse o inspetor da DRAE.O Esquadrão Anti-Bombas está analisando as granadas, mas o inspetor acha que elastêm um poder de destruição muito parecido com as usadas pelo Exército brasileiro.?Elas são quase iguais às MB-900, chamadas granadas de mão ofensivas. A única coisaque muda é o sistema de disparo, que no caso das apreendidas na favela, é feito compavio?.O secretário de Segurança, Roberto Aguiar, acha que ainda é cedo para estabeleceruma relação entre a quadrilha de Elias Maluco e o PCC. ?O fato de haver a inscrição nasgranadas não significa nexo necessário.Essas coisas têm que ser verificadas e investigadas?. Para ele, a operação desta terça,considerada de rotina, mostra que a atuação da polícia no complexo do Alemão vai serpermanente.A Polícia Federal prendeu nesta terça, em Campina Grande, na Paraíba, os irmãosJosimar e Joseíldo Melo, suspeitos de pertencer à quadrilha de Elias Maluco.Josimar usava documentos falsos em nome de Fabio Simões, e Joseíldo tem mandadode prisão no Rio de Janeiro por agressão a um policial. Nesta quarta-feira à tarde eles devem chegarà capital fluminense.Em outra operação, na Favela Vila Cruzeiro, também no Complexo do Alemão, a políciaprendeu em flagrante Anderson Luiz da Silva, de 19 anos. Ele vendia cocaína em umarua da favela e foi detido com 55 papelotes da droga.Na delegacia, Silva negouenvolvimento com o traficante Elias Maluco, mas o inspetor Daniel Gomes disse que,indiretamente, ele faz parte da quadrilha do traficante. ?Ele disse que só aceitou vendera droga porque está desempregado?, informou Gomes.

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