Apreendidos mais de 100 mil produtos piratas em São Paulo

Uma blitz da Delegacia Antipirataria da Polícia Civil apreendeu neste sábado mais de 100 mil CDs e DVDs de música, de jogos de videogame, filmes e programas de computador piratas na Galeria Pagé, no centro de São Paulo. Diferentemente das fiscalizações feitas pela Polícia Civil em parceria com a Polícia Federal, a de hoje não fechou a galeria. Foi atrás apenas das lojas com produtos de informática. Segundo o delegado-titular da Delegacia Antipirataria do Departamento de Investigações contra o Crime Organizado (Deic), Arthur Moreira, ?são mais de 500 empresas lesadas pela pirataria?. Ele assumiu a delegacia há um mês, depois do afastamento do delegado Paulo Fleury acusado de desviar mercadorias apreendias. ?Tem cantores passando fome por aí?, diz o delegado Moreira. Apesar da blitz, CDs e DVDs continuavam sendo vendidos a 5 metros da galeria, assim como em toda a região da Rua 25 de Março. O delegado garante o sucesso da operação. ?Dizem que a Galeria Pagé é intocável. Provamos que não existe isso para o Deic.? Na última vez que a Pagé foi tocada, em dezembro, 17 caminhões de mercadorias foram retirados. Hoje, a blitz somente da Polícia Civil encheu um caminhão e algumas viaturas. ?Mas foi um recorde nacional?, diz Moreira. A carioca Cláudia Reis, de 19 anos, saiu do Rio de Janeiro comprar DVDs virgens na região da 25 de Março, e não gostou da blitz. ?Tem que liberar e vender barato mesmo.? Já o estudante Tiago Santos, de 13, que se diz viciado em Playstation, apoiou. ?Nunca vou comprar um CD original, mas esse negócio de pirataria não está certo?, disse.

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