Apreendidos medicamentos roubados em Ribeirão Preto

A Polícia Civil de Ribeirão Preto apreendeu, na tarde de ontem, numa casa da Nova Ribeirânia, cerca de 2 mil caixas de medicamentos roubadas em Campinas, em abril de 2005, que tinham suas embalagens e etiquetas de produtos adulteradas (troca de números de lotes de data de vencimento). O valor da carga pode chegar a cerca de R$ 1,8 milhão. A maioria dos medicamentos é o anticoagulante Clexane, do laboratório Aventis, usado para tratamento e prevenção de trombose e em hemodiálises. Dois homens foram presos em flagrante por receptação de formação de quadrilha e levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A polícia procura outros dois homens, que seriam os atuais donos, desde setembro do ano passado, da distribuidora de remédios Armed.A Vigilância Sanitária do município acompanhou a operação policial e recomenda que as pessoas que tiverem dúvidas sobre a procedência do Clexane, principalmente, que procurem seus médicos ou liguem para o serviço gratuito do próprio laboratório (0800-703-0014) para obter informações sobre a procedência do lote comprado. "Não dá para afirmar se parte desse medicamento chegou ao mercado, já que não foram encontradas provas disso", informou o chefe da Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto, Carlos Alberto D´Avilla. Por isso, a venda do remédio não será suspensa.Segundo D´Avilla, parte da mercadoria do Clexane foi manuseada para adulteração da etiqueta das seringas, o que pode causar risco de contaminação. Esses medicamentos deverão ser inutilizados após a investigação policial. O restante deverá ser analisado pelo laboratório, pois o local de armazenamento era inadequado, inclusive com muitas caixas apresentando umidade. Em abril de 2005, mais de 23 mil caixas do lote 582 (o mesmo apreendido em Ribeirão Preto) do Clexane foram roubados em Campinas. Em Ribeirão Preto, com a compra de lotes recentes e notas fiscais quentes, a adulteração era feita para a comercialização futura do produto. Outros medicamentos, em quantidades menores, de outros laboratórios, também foram apreendidos.Liomarque de Morais, de 33 anos, e Manoel Anchieta de Sá, de 23, ambos de Pernambuco, que ganhavam entre R$ 0,50 e R$ 0,70 por adulteração dos dados, foram presos em flagrante por investigadores do 6.º DP.

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