Apreensão de maconha cresceu 507% em SP

A apreensão de maconha cresceu 507% na cidade de São Paulo no ano passado. Segundo dados da Divisão de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise), do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc), foram apreendidas 7,9 toneladas da droga na capital em 2000, ante 1,3 tonelada em 1999. No mesmo período, a apreensão de cocaína aumentou 23% e a de crack, 10%. Esses números parecem confirmar análises de especialistas do Dise, baseadas em entrevistas com traficantes presos, de que a venda e consumo de crack estão diminuindo na capital, enquanto o uso da maconha aumenta. Essa conclusão é reforçada por números dos Centros de Atendimento a Dependentes de Drogas da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo, que registram queda no volume de dependentes de crack atendidos.De janeiro a dezembro do ano passado, policiais do Denarc prenderam 1.488 pessoas vendendo maconha, cocaína e crack na cidade. Em 1999, houve 1.494 prisões. Nesse contingente, o número de menores aumentou de 165, em 1999, para 188, no ano passado.O delegado Ubiraci Pires, da Dise, disse que vem entrevistando os traficantes presos. "Eles afirmam que voltaram a vender mais cocaína e maconha por causa da baixa procura pelas pedras de crack", explicou. "Segundo eles, a campanha dos meios de comunicação mostrando que a droga é fatal e as blitze da polícia têm levado o usuário a se afastar do crack."Prefeitura - A queda do uso do crack na capital também tem sido observada nos Centros de Saúde a Dependentes de Drogas da Prefeitura. O psiquiatra Alfredo Toscano Júnior, coordenador da Rede de Atenção ao Abuso de Drogas, informou que em 1999 os dependentes de crack envolveram 39% dos atendimentos. No ano passado, esse porcentual caiu para 15%. Para Toscano, a queda da procura dos dependentes de crack nos centros da Prefeitura pode ter ocorrido por eles terem preferido a internação direta nas clínicas especializadas.

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