Apreensões de drogas e armas estão entre as ações da FNS

Quase três meses depois da chegada da Força Nacional de Segurança (FNS) ao Rio, até hoje não foi divulgado um balanço de suas ações. Atuando no Estado desde 20 de janeiro, a força tem cerca de 400 policiais no Rio, cumprindo duas funções principais, em ações planejadas pelo governo estadual: o patrulhamento das divisas (com 170 homens, para inibir a entrada de armas e de drogas) e de áreas críticas da zona norte da capital. O reforço de mil homens já foi anunciado, mas ainda não se concretizou. Os resultados mais visíveis do trabalho são as apreensões de 300 quilos de maconha na Via Dutra; de cem munições para fuzil, também na Dutra, com um sargento do Exército; de três quilos de crack, na mesma rodovia; e de cinco quilos de cocaína em Paraíba do Sul. Todas aconteceram no fim de março. No início de abril, PMs apreenderam duas toneladas de maconha na BR-101, em Conceição de Jacareí. A droga teria sido transportada por uma rota alternativa, segundo a polícia, para fugir das operações da FNS. `Espetáculo´ A assessoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Seseg) informou que não existe um balanço das ações da FNS porque ela trabalha de forma integrada com outras forças, como a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal. Outro argumento costuma ser apresentado: o de que a eficiência da FNS não poderia ser medido pela quantidade de apreensões. Isso porque seria impossível estimar quanto de drogas e de armas deixaram de entrar no Estado. A assessoria argumentou ainda que a falta de números busca evitar que a atuação da força se transforme em um "espetáculo". A FNS participará também do esquema de segurança dos Jogos Pan-Americanos, que acontecerão em julho, quando estará subordinada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Parte dos policiais já foi deslocada para prédios construídos exclusivamente para o Pan, como a Vila Olímpica, na Barra da Tijuca, zona oeste. À medida que novas instalações ficarem prontas, mais tropas virão para o Estado. A chegada da FNS ao Rio foi a resposta do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) a uma série de ações criminosas coordenadas por traficantes de drogas, na última semana de 2006, quando 19 pessoas foram mortas no Estado. Ao assumir o cargo, Cabral pediu o envio da tropa ao presidente Lula, que em seu discurso de posse mencionou os ataques, definidos como atos terroristas.

Agencia Estado,

12 Abril 2007 | 20h14

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