Aprendizado nos fins de semana

Natasha Bastos, de 17 anos, era "levada", repetiu o 6º ano e fazia "baderna" na escola. Até comentar com a professora que queria fazer parte das oficinas do Escola Aberta, programa do Ministério da Educação e da Unesco, no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Maria José Machado, em Duque de Caxias. "Ela disse que eu tinha de melhorar o comportamento. Comecei a mudar." Foi em 2006. Depois disso, entrou para a oficina de futsal e passou a integrar a seleção do município. Em 2008, foi para o time da Bayer. "Tudo mudou depois da oficina. As notas estão mais ou menos, mas melhores", diz a jovem, que ganha bolsa de R$ 350.A escola de Natasha não tem muros nem pichações. Para a diretora, Maria José Fonseca, o que explica o cuidado dos alunos é o Ciep estar sempre aberto. "Alunos e comunidade têm carinho pela escola." Aos sábados e domingos, cerca de 400 pessoas freqüentam cursos de artesanato, skate, hip-hop, kung fu, dança. No Rio, das 1.600 escolas estaduais, 65 estão no programa.

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