Aquartelamento da PM em AL deve acabar neste sábado

O aquartelamento dos policiais militares de Alagoas, que teve início na noite de quinta-feira, 19, deve chegar ao fim às 19 horas deste sábado. O movimento que teve como objetivo "pressionar" o governo a conceder um reajuste de 88% nos salários dos policiais, está contando com a adesão da maioria do efetivo, segundo a assessoria do sindicato dos Cabos e Soldado. Na sexta-feira, foi apresentada ao Ouvidor Geral do Estado, Claudionor Araújo, a proposta para o reajuste que seria de 20% na folha de maio, 16,67% na folha de julho, 14,29% em setembro e para completar 10,90% na folha de novembro. Ainda na sexta pela manhã, o sindicato percorreu vários quartéis na capital e constatou que os militares aderiram ao aquartelamento. No município de Arapiraca, segunda maior cidade do Estado e sede do 3º Batalhão de Polícia do Estado, quarenta policias tiveram voz de prisão e foram obrigados a voltar ao trabalho ainda nas primeiras 24 horas do movimento. Na noite de sexta, a residência do subcomandante do 3º Batalhão, Major Reginaldo Rolim foi metralhada por pessoas ainda não identificadas. O presidente do Sindicato dos Cabos e Soldados, Wagner Simas, vai se dirigir neste sábado ao município para analisar o movimento. Segundo o Comando de Policiamento da Capital (Copom), desde o início do aquartelamento foram registrados alguns homicídios e o roubo de três carros. O Comando Geral, através de sua assessoria, informou que na próxima segunda-feira, dia 23, o alto comando estará reunido para apurar as causas do movimento. "Somos regidos por lei militar e após a apuração, se for comprovado que houve ato ilegítimo, os responsáveis serão punidos", disse o Coronel da PM Ivon Berto, assessor de comunicação do Comando.

Agencia Estado,

21 Abril 2007 | 13h40

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