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Ar-condicionado: alivia o calor, mas pode se tornar um vilão

Aparelho deve estar com a manutenção em ordem e limpo para que não provoque ou agrave doenças

Ítalo Reis, estadao.com.br

08 de fevereiro de 2010 | 17h32

SÃO PAULO - No verão, água, sucos, pouca roupa, banhos gelados e os ventiladores são maneiras de se aliviar. Depois da criação do aparelho de ar-condicionado, pelo engenheiro americano Willis Carrier, lá pelos idos de 1900, a situação ficou melhor para o homem. E mais sensível para a saúde. O sistema faz três trabalhos: resfria, resseca e purifica o ar. Só que se o aparelho não estiver com a manutenção em dia, vira um risco para a saúde, principalmente para pessoas mais sensíveis e que tenham histórico de doenças respiratórias.

 

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Os médicos Rafael Stelmach e Ubiratan de Paula Santos, pneumologistas do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, explicam que esses três são agentes irritantes para o aparelho respiratório, o que provoca ataques nas rinites, bronquites, asma e outras inflamações de vias aéreas. Segundo eles, a diminuição da umidade do ar e da temperatura agravam naturalmente essas doenças. Já a falta de limpeza no filtro do aparelho facilita a proliferação de bactérias e fungos que provocam irritação, além do próprio pó - em vez de purificar, o ar-condicionado passa a sujar o ar.

 

Os aparelhos veiculares também precisam passar por manutenção regularmente, já que capta as impurezas de todos os locais que o carro passa e ainda o do motor, devido aos longos tempos parados no trânsito. Segundo Santos, regular o sistema e abrir as janelas, desligando o aparelho periodicamente nestes momentos, melhoram a qualidade do ar. "Com essa medida simples, evita-se o acúmulo de impurezas no ar e no próprio motor", explica.

 

Também é necessária a manutenção para que o aparelho não acumule água, o que facilita a proliferação da bactéria Legionella pneumophyla, responsável pela pneumonia conhecida pelo nome de Doença do Legionário ou legionelose, de acordo com Stelmach.

 

O choque térmico também é um dos problemas que podem afetar quem usa demais o ar-condicionado e não toma os devidos cuidados. Segundo o médico, a mudança brusca da temperatura de ambiente pode provocar problemas de adaptação cardiológica, principalmente em quem tem doenças como hipertensão, insuficiência coronariana e outros no sistema venoso.

 

Segundo Stelmach, quando estamos num ambiente quente, os vasos sanguíneos que estão mais próximos da pele se dilatam para aliviar o calor, e os que estão mais longe fazem o contrário. Em um local frio, o organismo faz o contrário. "Mudanças bruscas são uma agressão ao organismo", diz o médico.

 

Então, se o ar-condicionado estiver com a temperatura muito baixa peça para aumentar; limpe o filtro regularmente; quando o tempo útil de vida do aparelho vencer, troque-o. Além disso, pessoas que tem essas doenças na via aérea que são agravadas com o uso do ar-condicionado deve manter a medicação em dia, para evitar outros problemas. Os médicos também avisam para evitar a mudança de ambientes com temperaturas diferentes de forma brusca.

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