Arcebispo do Rio critica política de segurança pública

O arcebispo do Rio, dom Eusébio Oscar Scheid, criticou hoje a política de segurança pública do governo do Estado e disse que está chocado com a violência. "Meu sentimento é de muita tristeza e muita angústia porque não vejo acontecer nada", afirmou dom Eusébio, após a missa de abertura da Semana Santa, na Catedral Metropolitana, no centro."Não é agradável morar numa cidade em que nem as crianças podem ir à escola e, quando vão, correm risco", acrescentou o religioso, que, antes de assumir a Arquidiocese do Rio, em setembro de 2001, exercia o mesmo cargo em Florianópolis (SC). Ele pediu que as autoridades se entendam e peçam ajuda à União para combater a criminalidade, numa referência à rixa entre o secretário de Segurança, coronel Josias Quintal, e o chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins. "As autoridades, mentores da segurança pública, têm de primeiro estar de acordo, para que tenham estratégias eficazes. Não podemos entregar os pontos."Ele condenou ainda o fato de os presos manterem contato com seus comparsas em liberdade e ordenarem ações criminosas nas ruas. "É um fenômeno que nunca se tinha visto no mundo: pessoas que estão presas comandam as que estão de fora. Isso não vai poder continuar."Na "mensagem de esperança" lida durante a missa, assistida por cerca de quatro mil pessoas, dom Eusébio disse ainda que "a sociedade parece não ver solução para o problema. E isso é ainda mais agravado pela incerteza quanto às políticas de segurança pública, que, apesar dos esforços, não têm sido capazes de assegurar aos cidadãos as condições necessárias para tranqüilizá-los."Veja o especial:

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