Gregory A. Shemitz / Reuters
Gregory A. Shemitz / Reuters

Arcebispo que pediu renúncia do papa afirma que corrupção chega ao topo da Igreja e nega vingança

Mídia conservadora publicou recentemente um comunicado de 11 páginas no qual Carlo Maria Viganò alega que pontífice sabia sobre a má conduta de um cardeal americano e não fez nada a respeito

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 11h26

CIDADE DO VATICANO - O arcebispo que provocou uma crise na Igreja Católica ao pedir a renúncia do papa Francisco negou ser motivado por uma vingança pessoal, e disse que tentou mostrar que a corrupção chega ao topo da hierarquia da instituição.

Carlo Maria Viganò saiu de circulação desde que a mídia conservadora publicou um comunicado de 11 páginas no qual ele alega que o papa sabia há anos sobre a má conduta do cardeal americano Theodore McCarrick, e não fez nada a respeito.

Viganò vem se comunicando por meio de Aldo Maria Valli, jornalista da emissora italiana que ele consultou várias vezes antes de divulgar o texto no domingo, quando o papa estava na Irlanda.

A imprensa italiana noticiou que ele se aborreceu por nunca ter sido promovido a cardeal pelo ex-pontífice Bento 16 e/ou porque Francisco impediu seu avanço na Igreja.

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“Nunca nutri sentimentos de vingança ou rancor em todos estes anos”, disse ele, segundo citações de Valli, que publica comunicados de Viganò em seu blog. “Eu me manifestei porque a corrupção alcançou os níveis mais altos da hierarquia da Igreja”, afirmou Viganò, ex-embaixador do Vaticano em Washington.

A Santa Sé não quis comentar as novas acusações do arcebispo. / REUTERS

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