Arcebispo reafirma confiança em padre Júlio Lancellotti

D. Odilo Scherer crê que auditorias mostrarão que o padre 'nunca tirou dinheiro das entidades em que trabalha'

José Maria Mayrink, Estadão

02 de novembro de 2007 | 17h38

Depois de ter conversado várias vezes com o padre Júlio Lancellotti, o arcebispo de São Paulo, d.  Odilo Scherer, continua acreditando em sua inocência. D. Odilo espera que as investigações da polícia  comprovem a falsidade das acusações de pedofilia e de desvio de dinheiro levantadas contra ele,  nas últimas semanas.    Veja também:   Durante ato em sua homenagem, padre Júlio nega acusações   "Padre Júlio, que sempre ajudou a muita gente, nunca tirou dinheiro das entidades em que trabalha, como se poderá constatar pelas auditorias e outras formas de controle", declarou o arcebispo nesta manhã, antes de celebrar missa pelo Dia de Finados, no Cemitério Parque Gethsêmani Anhangüera, no bairro do Jaraguá.    O arcebispo disse que, além de telefonar para o padre Júlio, convidou-o para ir à sua casa, onde conversaram sobre as acusações,que surgiram desde que denunciou estar sendo vítima de extorsão por parte de um ex-interno da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), atual Fundação Casa.   "Nossa posição com relação ao caso continua a mesma", afirmou d. Odilo, reafirmando o apoio dado pela Arquidiocese de São Paulo.  "Padre Júlio está sofrendo muito em meio a esse turbilhão e não pode ficar sozinho nessa hora", disse o arcebispo.    "É muito fácil acusar um padre de pedofilia e de homossexualismo, é só falar e muita gente acredita", acrescentou. D. Odilo lamenta que isso venha ocorrendo em relação a quem, como o padre Júlio, ajuda a tantas pessoas com seu trabalho social.    D. Odilo deu seu apoio ao padre Júlio desde o primeiro momento. Quando estourou o escândalo, em 17 de outubro, mesmo dia em que foi nomeado cardeal, ele convidou o sacerdote para participar de uma missa na Catedral da Sé.   Também o cardeal d. Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano, se interessou pelo padre Júlio. "Não sei se d. Cláudio telefonou para ele, mas é certo que está acompanhando o caso de perto", disse d. Odilo.   Como arcebispo de São Paulo, cargo que exerceu de 1998 até o ano passado, d. Cláudio conheceu bem o padre Júlio e apoiou suas atividades sociais, especialmente a Casa Vida, de assistência a crianças portadoras do vírus da aids.

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