Área social foi foco principal de promessas

Dilma se comprometeu em acabar com pobreza, Serra falou em mínimo de R$ 600 e Marina, em maior investimento na educação

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2010 | 00h00

As principais promessas dos três candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas refletem suas estratégias durante os três meses de campanha. José Serra (PSDB) foi quem mais prometeu, concentrando suas propostas na área social, na saúde e no ensino profissionalizante.

Dilma Rousseff (PT) encampou o discurso da continuidade do governo Lula e comprometeu-se em acabar com a pobreza no Brasil. Muitas das promessas da petista tratavam de itens já previstos na segunda parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) - uma evidência de sua afinidade com a gestão atual. Marina Silva (PV) foi a que menos prometeu, sob o argumento de evitar o "promessômetro" e "consensos ocos". A maior parte das propostas que fez se referiram à área ambiental e à educação.

Para convencer o eleitor de sua preocupação social, Serra prometeu, logo de início, dobrar o Bolsa-Família. Nas últimas semanas de campanha, à medida que aumentavam as chances da vitória de Dilma no 1.º turno, o tucano expandiu suas propostas para os mais pobres. Prometeu um aumento de 10% para os aposentados e um salário mínimo de R$ 600 já em 2011. Comprometeu-se também com o pagamento de 13.º para os beneficiados pelo Bolsa-Família.

Ao longo da campanha, multiplicaram-se também seus compromissos para a saúde, como a criação de um programa para gestantes, que chamou de "Mãe Brasileira", e a construção de 154 Ambulatórios Médicos de Especialidade - clínicas para consultas e exames. Neste setor, as propostas de Dilma são quase idênticas às de seu adversário: construir 500 Unidades de Pronto Atendimento - análogas aos ambulatórios propostos por Serra - e criar a "Rede Cegonha" para mulheres grávidas.

A principal bandeira da petista foi acabar com a pobreza no País até 2014. Sem assumir metas para o Bolsa-Família, ela comprometeu-se em manter a política atual de aumento do salário mínimo acima da inflação. Prometeu, ainda, construir mais 2 milhões de casas no âmbito do Minha Casa Minha Vida - também previsto no PAC 2 - e incluir o subsídio a eletrodomésticos no programa.

Uma das discussões mais presentes na campanha girou em torno das reformas tributária e política. Os três candidatos se comprometeram em realizá-las e Marina defendeu a convocação de uma Constituinte exclusiva para discutir os temas.

Na educação, Dilma e Marina defenderam um investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor. Hoje, esse valor está em 5.1% do PIB. A petista, porém, promete aumentar os recursos já no ano que vem, enquanto a verde disse que vai fazê-lo ao longo dos quatro anos de mandato.

O ensino profissionalizante também foi destaque nos discursos dos candidatos. Serra prometeu criar 1 milhão de vagas em escolas técnicas e oferecer bolsas de estudos para adolescentes. Já Dilma afirmou que vai construir ao menos uma escola técnica em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes.

Foram feitas promessas de criação de três novos ministérios. Serra disse que vai criar as pastas da Segurança Pública e da Pessoa com Deficiência, enquanto Dilma defendeu o Ministério da Micro e Pequena Empresa.

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