Áreas de mergulho em SC não foram afetadas, diz associação

Com receio de perder turistas na alta temporada, empresas informam que Estado ainda é bom local para férias

da Redação, estadao.com.br

10 de dezembro de 2008 | 18h44

Receosos com a imagem do Estado por conta dos estragos causados pelas chuvas e em busca de turistas para a temporada de verão, a Associação de Escolas e Operadoras de Mergulhos de Santa Catarina (Aeomesc) divulgou nota informando que as principais regiões de mergulho no Estado não foram afetadas pela tragédia. A estimativa da Santa Catarina Turismo (Santur), empresa ligada à Secretaria de Turismo do Estado, estima prejuízos de R$ 120 milhões para o setor. O faturamento de toda a cadeia que envolve hotéis, restaurantes, bares, lojas e táxis pode cair mais de 50% na alta temporada.  Veja também:Ministério da Saúde libera R$ 100 mi para SCSaiba como ajudar as vítimas das chuvas IML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina Blog: envie seu relato sobre as chuvas Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas     "A maneira generalizada como as coisas estão sendo divulgadas pode espantar os turistas", disse Katia Tupá, mergulhadora e gerente da Aquanauta Floripa, uma das escolas integrantes da Aeomesc. A área mais atingida pelas chuvas em Santa Catarina fica na região do litoral norte do Estado, principalmente cidades do Vale do Itajaí e banhadas pelo Rio Itajaí-Açu. Como uma forma de melhorar a economia turística do Estado e mostrar que Santa Catarina ainda é um bom local para o turismo, as empresas apontam locais como Bombinhas, Porto Belo e até mesmo a capital, Florianópolis, para serem visitados. "Estávamos preocupados, mas pelo o que estamos vendo com as agências (de turismo), ficamos mais tranqüilos", afirma Katia. Apesar de não terem sido tão prejudicadas, uma grande quantidade de água doce entrou no mar em algumas regiões turísticas por conta das cheias e, por isso, ainda não é o momento ideal para mergulho. "Há algumas semanas, a visibilidade era de três, quatro metros, alguns locais com entulho, galhos, essas coisas. Na semana passada a visibilidade ainda era de quatro metros, mas a água já estava sem nada", comenta Katia. Ela acredita que em dez dias a situação volte ao normal, na alta temporada - entre este mês e março, quando as águas ficam mais claras e as temperaturas sobem. De acordo com Katia Tupá, algumas pessoas adiaram as férias de dezembro para os meses seguintes. Mesmo assim, ela acredita que o pessoal irá para Santa Catarina. "Algumas pessoas virão justamente para ajudar o Estado a se reconstruir, melhorando a situação".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.