Argentinos destacam agressividade no debate entre Lula e Alckmin

O primeiro debate entre os dois candidatos ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras foi destaque nos principais jornais argentinos. O La Nación classificou o debate como "áspero" e "tenso", com "duras acusações entre Lula e Alckmin". O jornal diz que o "encontro entre ambos foi longamente esperado, pois o atual presidente se negara a debater antes do primeiro turno".La Nación considera que, "depois das duas horas de um pingue-pongue de acusações, curtas e duras, a impressão foi que dificilmente o debate tenha gerado uma alteração importante na preferência do eleitorado".O jornal também avalia que "nenhum dos dois perdeu o controle, se exaltou de forma inesperada ou demonstrou ser surpreendido. A estratégia usada por ambos foi o ataque constante, mas na mesma linha usada pelos candidatos durante toda a campanha".ClarínPara o jornal argentino Clarín, o debate entre os candidatos "foi um duelo que o presidente aceitou à força", já que não compareceu a nenhuma das três convocações anteriores. Até domingo, explica, o argumento de Lula, para não debater com seus competidores, era o de que não deveria se expor a uma polêmica com outros três adversários que iriam atacá-lo. "Mas ontem, a história foi outra: o presidente brasileiro aceitou o desafio, depois de um primeiro turno onde sua vantagem foi muito menor do que se havia imaginado".Clarín classifica o debate de "duríssimo", no qual Lula e Alckmin "não deixaram nada sem falar". "Mais que isso, foi um desnudo social, onde empresas e personagens ligados ao poder ficaram expostos à condenação pública pelas denúncias de seus ilícitos fatos, por um e outro candidato".Clarín também destaca que "ainda não há indícios de como os três debates vão influenciar no segundo turno. Mas o certo é que a surpresa eleitoral do primeiro turno mudou a percepção que muitos têm no Brasil sobre a eficiência das pesquisas".Mais jornaisO Página 12 também foi crítico: "um debate agressivo e sem propostas", definiu. El Cronista marcou a importância do primeiro debate ter sido realizado pela TV Bandeirantes "e não pela poderosa rede Globo". Ámbito Financiero publica que "as duas horas do encontro emitido pela televisão giraram em torno aos últimos escândalos de corrupção". Segundo Alckmin, destaca Ámbito, "Brasil ficou na retaguarda do crescimento em América Latina, mas Lula garantiu que salvou um país quebrado".Para o Infobae, "as idéias e os programas políticos ficaram em dívida para um próximo encontro", já que o primeiro debate entre os candidatos foi "caracterizado pela abundância de acusações e a falta de projetos". Infobae afirma que "foi o encontro mais esperado na corrida à presidência do Brasil. No entanto, pouco e nada mais que acusações cruzadas foi o que ficou do primeiro debate entre Lula e Alckmin".

Agencia Estado,

09 de outubro de 2006 | 08h49

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