Arma de sequestrador no DF era de brinquedo, diz polícia

Bombas que estavam em um colete preso na cintura do refém ainda serão analisadas; agentes acreditam de que explosivos eram reais

Fabio Brandt, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2014 | 17h10

A Polícia Civil informou há pouco que a arma do sequestrador que fez um homem refém por cerca de sete horas em um hotel em Brasília era de brinquedo. As bombas que estavam em um colete preso na cintura do refém ainda serão analisadas, mas a polícia mantém a análise inicial feita pelos peritos de que é quase 100% de certeza de que os explosivos eram verdadeiros. No entanto, ainda precisa de uma perícia do material.

O sequestrador Jac Souza dos Santos se hospedou pela manhã no hotel e, em seguida, rendeu o mensageiro, mantendo-o refém no 13º andar do estabelecimento. Ao ser libertado, o refém chorou e foi encaminhado para exames em um hospital.

A polícia relatou que, em determinado momento do sequestro, o criminoso entregou um CD com um arquivo de áudio em que pedia desculpas para a sua família, para a polícia e imprensa, e dizia que era "hora de o gigante acordar", segundo relato do delegado Paulo Henrique Almeida.

O delegado disse ainda que a escolha do 13º andar pelo sequestrador não foi aleatória, mas teria conotação política. O número é o mesmo da legenda do PT. Já a escolha do hotel Saint Peter, que ofereceu emprego ao ex-ministro José Dirceu em 2013, não foi mencionada pelo criminoso. Neste momento, Jac Souza dos Santos está sendo levado para a 5ª DP

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