Armada, mulher provoca tumulto em Curitiba e foge da polícia

A moça, que estaria grávida, ameaçava se matar depois de uma briga com o namorado

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo

05 Agosto 2008 | 08h41

A mulher que provocou tumulto por quase cinco horas, no centro de Curitiba, conseguiu furar o bloqueio policial por volta das 20h45 de segunda-feira, 4, e fugiu em um carro. "Não está sendo seguida, está sendo monitorada", disse o comandante da Tropa de Choque, major Chehade Elias Geha. Filha de um oficial da Polícia Militar, não identificado, a moça, de 21 anos, teria tido uma briga com o namorado. Em razão disso, parou um Siena em fila dupla ao lado da Praça Osório, por volta das 16 horas, e ameaçava se matar.   Segundo informações não confirmadas, ela estaria grávida. Ao chegar à praça, ela chamou um taxista e disse-lhe que tinha uma bomba no carro. Para reforçar as ameaças, deu um tiro no chão. Policiais foram chamados e fizeram um grande cerco em toda a praça, não permitindo nem mesmo que os carros que lá estavam parados, inclusive os de taxistas, pudessem sair. "O isolamento manteve a população um pouco mais longe e evitou-se qualquer resultado que podia ser negativo", acentuou o major. "Para nós é positivo porque preservamos vidas até o momento."   Durante a tarde a moça às vezes colocava a arma na boca e dava gritos, provavelmente para chamar a atenção do namorado, que mora no prédio em frente ao qual ela estava parada. Na fuga, ela derrubou uma motocicleta da polícia e passou entre duas viaturas que estavam paradas em uma das ruas fazendo o bloqueio. "Tudo o que podia ser feito, tecnicamente foi feito e agora baixa a adrenalina e se resolve da melhor maneira", disse o major Geha. "Tudo indica que ela não pretende mais dar continuidade à intenção inicial."

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