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Armas apreendidas na Castelo seriam usadas para soltar Marcola

A Polícia Civil apreendeu na segunda, em São Paulo, armamento de guerra avaliado em R$ 300 mil. Foram apreendidos oito fuzis americanos e belgas, uma submetralhadora, 24 granadas de uso restrito das Forças Armadas e mais de mil munições. As armas seriam usadas na segunda tentativa de resgate em cinco meses do assaltante Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, o homem número um do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas.Marcola está preso na Penitenciária 1 de Avaré, a 268 quilômetros de São Paulo, desde o início deste ano. Ele foi removido para aquele presídio após ser apontado como alvo da tentativa de resgate na Penitenciária 1 de Presidente Prudente, em 9 de janeiro.Desde então, a Polícia Civil, o Ministério Público e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) tentam internar o detento no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Mas, quatro meses depois, a Justiça nada decidiu.O RDD é destinado aos líderes de facções e presos que cometem infrações graves dentro do presídio. Encomendar resgate é considerado falta grave pela administração penitenciária.Segundo o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), além de Marcola, a operação visava a libertação do assaltante Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, um dos integrantes em ascensão na organização.Segundo o coordenador dos presídios da Região Noroeste do Estado, Antônio Paulo Veronezi, às 5 horas de segunda-feira um grupo de homens tentou invadir o presídio de Avaré pela muralha. Na hora, não havia segurança no local.Investigadores, que monitoravam as ligações dos criminosos descobriram que eles vinham para a capital com o armamento e os aguardaram na Rodovia Castelo Branco. Por volta das 18 horas, os policiais bloquearam a estrada e acabaram prendendo em flagrante Leandro Lima de Carvalho, de 23 anos, num Vectra blindado.Com uma extensa ficha criminal - homicídio, roubos, formação de quadrilha e tráfico -, ele foi preso quando os policiais acharam o armamento no porta-malas. Ele solicitou o direito de falar apenas em juízo.

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