Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Armas poderão ser entregues ao exército, polícias e bombeiros

O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, assinouna noite desta quarta-feira uma portaria para permitir o credenciamento de instituições militares de segurança e defesa civil, como Exército, polícias militar e civil e corpo de bombeiros, a fazer o recolhimento de armas em todo o País. A medida tem por objetivo descentralizar a coleta, hoje exclusiva daPF, para que a campanha de desarmamento, iniciada no último dia 15,chegue aos 5.600 municípios brasileiros, inclusive os de regiõesremotas da Amazônia e os da faixa de fronteira. A mesma portariapermite o credenciamento de ONGs, igrejas e entidades civis nadivulgação, mobilização popular e promoção de eventos destinados àdevolução de armas. Mas nenhuma delas poderá receber nem reter armas,prerrogativa da PF e órgãos de segurança. Até esta quarta-feira, haviam sido recolhidas mais de 4 mil armas em todos osEstados. O Rio Grande do Sul continuava liderando o ranking, com quase500 unidades entregues. O governo federal está pagando uma indenizaçãode R$100 a R$ 300 por unidade devolvida, conforme o calibre, derevólver a fuzil. Mas outras contribuições para o desarmamento estãosendo aceitas com garantia de anonimato para o autor. Na Paraíba, porexemplo, um morador entregou uma granada, de uso exclusivo das ForçasArmadas. Outro levou nada menos que uma máquina de fabricação demunição. Como não se trata de arma de fogo, eles não receberam indenização, masse disseram satisfeitos por terem colaborado com a campanha, segundoinformou o diretor do Sistema Nacional de Armas da Polícia Federal(Sinarma), delegado Fernando Segóvia. Ele disse que, com adescentralização da coleta, a meta de recolher 80 mil armas atédezembro será alcançada muito antes do prazo. O Ministério da Justiça, que já aprovou o texto da portaria, vai pedir um reforço de caixa para completar os R$ 10 milhões colocados no orçamento para o programa. Segóvia considerou deplorável a ação, movida pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia (Adepol), para que as armas, em vez de destruídas, sejam doadas às instituições policiais para uso em serviço. "Além de tecnicamente inviável, essa idéia é absurda e não contribuipara a redução da violência. Essas armas devem ser destruídas mesmo".

Agencia Estado,

21 de julho de 2004 | 23h18

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.