Bruno Ribeiro/ESTADAO
Bruno Ribeiro/ESTADAO

Arqueólogos resgatam peças sacras da lama em Bento Rodrigues

Área onde ficava a Capela de São Bento está isolada com telas plásticas; do prédio, só restou um quadrado formado pelas paredes

Bruno Ribeiro, Enviado especial

07 de dezembro de 2015 | 22h25

MARIANA (MG) - Buscas feitas por um grupo de arqueólogos nos escombros da Capela de São Bento, em Bento Rodrigues, destruída após o rompimento da Barragem do Fundão, resultaram no resgate de peças sacras que foram levadas para o Museu da Arquidiocese da cidade. São quatro peças: fragmentos de um anjo barroco que ficava no altar da igreja, fragmentos de um banco e partes de duas almofadas da porta central do templo.

As escavações foram feitas na quinta passada. A área onde ficava a capela, na última rua do vilarejo, está isolada com telas plásticas. Do prédio, só restou um quadrado formado pelas paredes. O resto está destruído. As prospecções devem continuar nos próximos dias e não têm data para terminar.

O Museu Arquidiocesano de Mariana confirmou já ter recebido as peças, mas não deu detalhes sobre o estado em que o material foi localizado. O museu também não permitiu imagens.

A igreja, do século 18, foi construída no mesmo local de uma das primeiras capelas de Minas Gerais. Tinha o mesmo nome e foi aberta em 1718. Em seu interior, havia imagens sacras banhadas a ouro, que estão desaparecidas. 

A busca e o resgate de peças históricas da igreja são resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um acordo extrajudicial firmado pelo Ministério Público com a mineradora Samarco, responsável pela barragem que rompeu. Os arqueólogos devem fazer novas buscas. 

O acordo com o MPE prevê que trabalho semelhante seja feito em capelas dos demais distritos atingidos pela lama, como Camargos e Paracatu, em Mariana, e Gesteira, na cidade de Barra Longa.

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