Arquivo Municipal será ampliado até março de 2010

Até março de 2010, o Arquivo Municipal Washington Luís - mais antiga instituição de memória da cidade, fundada em 1907 -, na Luz, receberá dois novos anexos, que devem duplicar o atual acervo documental do órgão. Hoje, estão disponíveis para consulta cerca de 2 milhões de processos, que abrangem o período entre 1555 e 1921. Com a ampliação, o acervo do Arquivo no local vai aumentar para 4,3 milhões de processos, acessíveis a todos cidadãos. O início dos processos de licitação para a ampliação, além da reforma do interior do edifício principal do Arquivo, foi autorizado ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). O valor total das obras é de R$ 6,7 milhões.Os anexos são edifícios vizinhos ao atual Arquivo: o primeiro deles, a ser inaugurado até o final de maio, era utilizado como depósito até 2006; o outro, nos fundos do Arquivo, era a sede da antiga Casa do Politécnico (Cadopô), que serviu de moradia para estudantes e estava abandonada desde o final da década de 1970. Desapropriada em agosto do ano passado, a antiga Cadopô tem reforma avaliada em R$ 4 milhões."Hoje, se o cidadão quiser acessar documentos posteriores a 1922, deve fazer pedido formal à Secretaria de Gestão, que busca o processo no outro prédio do Arquivo Municipal, no Piqueri. O problema é esse procedimento burocrático, já que o Arquivo do Piqueri não é aberto a consulta pública. Com os anexos, vamos facilitar essa consulta aqui mesmo", explica a diretora do Arquivo, Liliane Lehmann. Os documentos mais consultados, segundo ela, são plantas de casas - para pesquisa histórica ou para construção civil - e registros em cemitérios, especialmente para interessados em obter dupla cidadania.Com o primeiro dos anexos - assim como o edifício principal do Arquivo, projetado por Ramos de Azevedo e tombado nas esferas federal, estadual e municipal -, o arquivo para consulta será ampliado em 810 mil processos, de 1922 a 1936. O outro anexo, no prédio da Cadopô, terá oito andares, com biblioteca, laboratórios e reserva técnica e permitirá, até março de 2010, abrigar cerca de 1,5 milhão de processos, de 1937 a 1970.Com a ampliação, a direção do Arquivo espera triplicar o número de visitantes no local - hoje, são cerca de 20 pesquisas diárias. "O movimento vai aumentar, já que a maior parte das construções da cidade é recente e esses são exatamente os documentos que poderemos abrigar após a ampliação", afirma a diretora. Localizado na Praça Coronel Fernando Prestes, 152, Luz, o Arquivo fica aberto de segunda a sábado, das 9 às 17 horas.

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