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Arrastões são registrados quase todos os dias, diz delegado

O delegado Álvaro Luiz Pinto Souza, da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), confirma: arrastões como os ocorridos na terça-feira na praia do Leblon, em que turistas foram atacados por um grupo de menores, são registrados "quase todos os dias". "Quando o tempo esquenta, a praia fica cheia e os roubos aumentam. Se o tempo está ruim, nada acontece."Um quiosqueiro que trabalha no ponto (ao lado do Jardim de Alah, que separa Ipanema do Leblon) contou que a gangue que agiu na terça-feira, identificada pela polícia como sendo da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, vem perambulando pelo Leblon há uma semana. "Eu já os vi praticando cerca de 20 assaltos. Aqui, isso é muito comum", disse.Distraídos e munidos de itens caros, como máquinas fotográficas e câmeras de vídeo, além de grandes somas em dinheiro, os turistas se tornam alvos perfeitos para os ladrões. Muitas vezes, eles mergulham no mar e deixam os pertences para trás. Noutras, são roubados justamente pelas pessoas a quem pedem para tomar conta de suas coisas.Quando os assaltantes são menores, a polícia os leva para abrigos da prefeitura, mas, no dia seguinte, eles já estão de volta às ruas, segundo policiais.Reforço no policiamentoDiante da acusação de que a polícia demorou a agir, o secretário de Segurança Pública em exercício, Marcelo Itagiba, determinou que os PMs que foram chamados ao local fossem identificados, com o objetivo de que se verificar se houve omissão. A delegacia do Leblon abriu inquérito para investigar o crime.O comandante do batalhão da PM do bairro, coronel Jorge Braga, passou a comandar o policiamento em frente ao local do assalto, num posto móvel. Ele ainda aumentou o número de policiais na região de 22 para 82. A Secretaria de Segurança Pública desconfia de manipulação política do caso. Os PMs passaram a trabalhar divididos em dois grupos: um fardado e outro à paisana. Motocicletas também estão sendo utilizadas no patrulhamento. O posto de comando deverá ficar baseado na praia até o verão, quando o volume de visitantes na cidade fica maior. Os crimes Na terça-feira, houve pelo menos três roubos, registrados na delegacia do Leblon e na Deat: a uma argentina, a um inglês e a uma família uruguaia. Eles contaram que os garotos tinham entre 13 e 17 anos. Os uruguaios, o profissional liberal Miguel Beltrand, sua mulher e três filhos, de 22, 15 e 13 anos, ficaram tão apavorados que deixaram o Rio nesta quarta-feira.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2004 | 17h25

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