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Arremetida de avião em Curitiba assusta os passageiros

Em Brasília, um pouco mais tarde, aeronave da TAM também arremeteu por causa de outro avião na pista

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2008 | 20h29

Duas arremetidas de dois vôos da TAM, uma em Brasília, outra em Curitiba, ambas na manhã desta segunda-feira, 15, deixaram os passageiros assustados, principalmente depois das últimas notícias de que um avião da Força Aérea e um da Gol quase colidiram em Rio Branco, Acre, conforme notícia apresentada no domingo pelo Fantástico.  Veja também:Um ano de crise aérea no Brasil Vôo 3054, um ano depois Das medidas anunciadas, só uma vigora Todas as notícias sobre a crise aérea   A primeira arremetida foi no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, quando o piloto do vôo JJ 3836, que saiu de Porto Alegre às 7h30 da manhã, fazia o procedimento final para o pouso e preferiu abortá-lo, porque o avião não estava estabilizado na rampa da pista. A segunda, foi em Brasília, quando o vôo JJ 3718 estava na fila para aterrissar, mas teve de voltar a ganhar altura porque uma outra aeronave, da Ocean Air, não havia desocupado a pista. Nos dois casos, assim como em Rio Branco, a Aeronáutica assegura que não houve risco para os passageiros. Em Curitiba, o aeroporto estava operando por instrumento, quando o JJ3836 ia pousar, por volta das 8h35 da manhã. Segundo a Aeronáutica, a arremetida foi comunicada e realizada, por decisão do próprio piloto, que avisou do procedimento à torre do Cindacta 2, conforme informação da FAB.  No caso do vôo JJ 3718, que saiu de Congonhas, em São Paulo, às 8h27 e pousou em Brasília às 10h14, passageiros relataram que houve mais um caso de "risco de colisão" porque, quando iam pousar, outro avião estava ocupando a pista, obrigando o piloto a acelerar e desistir da aterrissagem.  Para a Aeronáutica, apesar dos sustos nos passageiros, "não houve qualquer tipo de risco". O avião da Ocean Air, em vez de sair da pista principal de pouso na primeira interseção, liberando a área para a próxima aeronave, fez um percurso muito mais longo do que o normal, percorrendo toda a pista para o seu pouso, só saindo dali na última interseção, o que atrapalhou a aterrissagem do próximo avião da fila, que era o 3718. "Não houve quase colisão", insistiu a aeronáutica, ao justificar que "a torre comandou a arremetida, que é um procedimento normal nestes casos". Amazônia - Em relação à denúncia apresentada pelo Fantástico, de que um avião da FAB e um da Gol quase se chocaram no ar, na aproximação de Rio Branco, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, reconheceu que "houve um erro do controlador, que não deveria acontecer, mas, infelizmente aconteceu". Segundo o brigadeiro, "foi aberto um relatório de perigo para verificar o que houve e evitar que o mesmo problema ocorra novamente".  Ao falar sobre o erro de procedimento do controlador, o brigadeiro comentou que ele achou que um avião estava bem mais à frente que o outro, desconsiderando que um voava a 115 nós e outro a 145, ou seja, que um era muito mais lento que o outro. Ele disse ainda que os equipamentos que o aeroporto de Rio Branco possuem são os necessários para aquele local, onde o tráfego aéreo é relativamente pequeno.  O advogado da Federação dos Controladores do Tráfego Aéreo, Roberto Sobral, questionou o treinamento que está sendo dado para os novos militares que estão substituindo os antigos profissionais, que foram afastados por questões política. Segundo Sobral, "a situação é de risco" porque os novos controladores são inexperientes e o tempo de treinamento que receberam foi "insuficiente", "submetendo a população a riscos". A FAB diz que os novos controladores estão habilitados. E a TAM não se pronunciou sobre as arremetidas.

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